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Você sabe impor limites na sua vida? (Iskrépi; F-11)

19/04/2022 - Por luciana okazaki
Atenção: Os textos e artigos reproduzidos nesta seção são de responsabilidade dos autores. O conteúdo publicado não reflete, necessariamente, a opinião da ADEALQ.

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Esta semana recebi um comentário na caixinha de perguntas dos stories do IG que me deixou bastante reflexiva. O comentário era sobre a dificuldade de desacelerar por causa da sobrecarga de trabalho. O motivo? Colegas chamando logo cedo (e fora do horário de trabalho) no whatsapp ou em ligações telefônicas. A pessoa me relatou que sente um peso enorme nas costas e não consegue desacelerar nem no trabalho nem em casa.

 

O ponto mais óbvio que muitos de vocês podem estar pensando é: “por que essa pessoa não impõe os seus limites?”. Oras, isso de fato, é a saída mais simples. Mas nem sempre é fácil.

 

Muitos de nós (e eu me incluo nessa) não aprendemos a delimitar até onde vai o limite do que aceitamos ou não aceitamos. Antes de trilhar a minha própria jornada do autoconhecimento (na época em que ainda trabalhava como CLT), eu não sabia dizer ‘não’, não sabia dizer quando algo me incomodava e não sabia dizer ‘basta’. Era ‘sim’ o tempo todo, pra lá e pra cá, pra chefe, pra colega, pra família, colocando cada vez mais peso na minha mochila.

 

As vezes o problema é que nem sabemos até onde vai essa linha divisória imaginária, por falta de autoanálise e reflexão. E acabamos nos dando conta de que algo não vai bem somente quando estamos quase explodindo ou entrando em crise (de ansiedade, burnout ou um abalo emocional de outra natureza).

 

E não se preocupe, se você não souber impor ou identificar os seus limites. Você não está sozinha nessa. A raíz dessa dificuldade pode ser mais profunda do que você imagina, e a ajuda de um terapeuta muitas vezes é necessária.

 

O ‘não’ que você não sabe dar pode estar ligado a um medo de ser rejeitada ou medo de desagradar os outros. Talvez você tenha crescido num ambiente em que as pessoas estivessem sempre agradando umas as outras e um ‘não’ era visto como uma forma de não-amor. Talvez você tenha baixa autoestima e sente que tem valor quando busca ajudar as outras pessoas. Talvez você ainda não tenha se dado conta que o seu valor não está nas coisas que você faz ou deixa de fazer, mas está ligado a quem você é (na sua Essência, e não no crachá).

 

Independentemente do que for, queria ressaltar que duas etapas são muito importantes nesse processo: o primeiro é se conhecer e entender quais são os SEUS verdadeiros limites (e não os que fora ensinados a você). Talvez você tenha crescido num ambiente em que não havia limites ou talvez seus pais te ensinaram a ser o tempo todo forte e dizer que você ‘aguenta o tranco’, não importa o quão ruim ele seja.

 

O segundo é perceber que bloqueios internos você possui e ultrapassá-los (seja sozinha ou com ajuda externa). Talvez você tenha tido pais ausentes na infância e isso te gerou uma ferida profunda de rejeição e abandono, que é ativada a cada vez que você precisa dizer ‘não’ a alguém. Você sente que ao afastar a pessoa com uma negativa ela pode te rejeitar, e isso dói (e pode ser bastante inconsciente).

 

A vida pode ser muito mais leve a medida que aprendemos a tirar as pedras que carregamos desnecessariamente na nossa mochila. Lembre-se de que o externo só reflete o que está no nosso mundo interno. Portanto, explore seu mundo interior! Mude!

 

Luciana Okazaki (Iskrépi; F-11) ex-moradora da República Cupido, é engenheira agrônoma vivendo seu propósito como Terapeuta Integrativa

 

Quer mergulhar numa jornada de autoconhecimento? Veja outros insights sobre meu ano sabático, transição de carreira e como viver uma vida mais leve no meu Instagram @luciana.okazaki

 

 

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