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Você Conhece o GCAA? (K-(R)²OCIÑA)

30/09/2015 - Por eduarda penha faria
Atenção: Os textos e artigos reproduzidos nesta seção são de responsabilidade dos autores. O conteúdo publicado não reflete, necessariamente, a opinião da ADEALQ.

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Você conhece o Grupo de Controle de Animais Abandonados no Campus-GCAA? Talvez conheça, já tenha ouvido falar ou simplesmente já passou em frente a sede e nunca soube o que era. Esse texto não tem somente objetivo informativo, mas também de sensibilizar a comunidade da falta de interesse nas pessoas em ajudar ao próximo, seja pessoas, animais, instituições ou até mesmo a própria universidade.

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Espero que esse texto passe pelas mentes de muitas pessoas, mas informo desde já que pessoas incapazes de ler a opinião alheia e aceitá-las somente, não continuem lendo. Aviso isso, pois a incapacidade das pessoas hoje em dia de ler grandes textos está cada vez maior e definitivamente não faço questão de pessoas assim ou que serão capazes de julgar de maneira errada e ruim o trabalho a seguir apresentado - não será a primeira nem a última vez que isso ocorrerá, mas ao menos essa vez, tentarei grandes decepções com os seres humanos.

O Grupo de Controle de Animais Abandonados no Campus-ESALQ/USP, surgiu em 2006 devido a uma demanda do Plano Diretor Socioambiental do Campus, juntamente com professores e funcionários devido ao grande número de cães e gatos habitando o campus da ESALQ. Os animais estavam causando problemas ao campus em relação a predação de animais silvestres, atrapalhando o trabalho com os cavalos da equoterapia e afugentando a fauna silvestre. Por outro lado esses animais estavam sempre suscetíveis a agressões, envenenamentos e maus-tratos.

E o trabalho começou, uma sede foi firmada, alunos estagiários são nomeados responsáveis pelo canil e gatil, cães e gatos resgatados, adequação do local para chegada de novos animais, todos os cuidados diários que eles necessitam, castração, vacinação, feiras de adoção, visitas periódicas aos adotantes, compra de rações, doação de casinhas, panfletagem, novos resgates, novos abandonos, enfim o trabalho é, e sempre será interminável.

O que as pessoas não sabem é das dificuldades que o grupo enfrenta. Assim como todo grupo de proteção animal, o GCAA sofre com falta de medicamentos, falta de manutenção, falta de ração, cães acima da capacidade, dificuldades de adoção, principalmente de animais adultos, falta de atendimento médico veterinário adequado, falta de espaço, alagamentos, falta de potes de água e ração e principalmente falta de interesse e sensibilidade das pessoas em ajudar em algo que é problema meu, seu, nosso!

Desde o início o grupo pede ajuda para algo que está em falta para os animais e nos últimos dois anos esse pedido vem sendo mais frequente. As dificuldades só aumentam, a burocracia da USP não ajuda -já que é um grupo de responsabilidade da ESALQ- mas o que agrava o problema é a apatia das pessoas em relação a isso, as dificuldades, aos problemas e ao grupo em si.

O grupo utiliza de cartazes e principalmente o facebook nos seus pedidos de ajuda, nos últimos meses o pedido encarecido é por ração, algo tão simples e essencial para a sobrevivência desse animais, você não vive sem comida e água, certo? Eles também não. E o que impede de ajudar? Falta de dinheiro? De tempo? Falta do que? Falta de interesse e excesso de egoísmo. Como eu ouvi algumas vezes? "É muito mais notório ajudar vidas, seres humanos, pessoas!" Sério mesmo? Os animais não são vidas? Não é notório? Engraçado seria se não fosse trágico, essas pessoas que afirmam isso são aquelas que não ajudam ninguém, nem ao menos seu "colega". Aqueles que tem suas desculpas firmadas e esculpidas como na rocha em suas mentes, pare e pense, 30, 40 reais em ração pode parecer pouco, mas faz muita diferença pra quem está a ponto de passar fome.

Hoje o grupo conta com sede diferente da inicial, 18 cães de porte médio a grande, 17 gatos, vários estudantes já passaram pelo grupo, muitos voluntários, esalqueanos e também da cidade de Piracicaba e região.  Repense, avalie seus conceitos, a universidade não é somente para formar Engenheiros Agrônomos, Gestores Ambientais, Administradores, mas também para formar grandes cidadãos.

O GCAA PRECISA DA SUA AJUDA! AJUDE, ADOTE, DOE!!!


Eduarda Faria (K-RRocinha) é aluna do Curso de Gestao Ambiental, Nativa e é voluntaria no GCAA

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