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Que máscara você criou na sua infância e carrega até hoje? (Iskrépi; F-11)

27/07/2021 - Por luciana okazaki
Atenção: Os textos e artigos reproduzidos nesta seção são de responsabilidade dos autores. O conteúdo publicado não reflete, necessariamente, a opinião da ADEALQ.

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Como superar os sentimentos que impedem a sua felicidade? No livro “As 5 feridas emocionais”, Lise Bourbeau trata das 5 feridas que são carregadas por toda a nossa vida caso não olhemos para elas. Rejeição, abandono, injustiça, humilhação e traição são as cinco feridas básicas vividas pelo ser humano, descritas na obra.

 

Como já mencionei em outros artigos, faço uma analogia entre uma criança e uma folha em branco. As experiências vividas, as crenças as quais fomos expostos e os pontos de vistas apresentados vão preenchendo aos poucos esta folha e moldando o nosso “filtro da vida”.

 

A partir do que ficou retido nesse filtro, vamos vivendo as experiências e a nossa realidade vai sendo criada. Se você possui traumas, você projetará este ‘lixo emocional’ durante toda a sua vida aonde quer que você vá e terá a impressão de viver ciclos repetitivos: o chefe babaca, relacionamentos tóxicos, cônjuge infiel e por aí vai.

 

Quando somos abarcados por uma dessas feridas na infância, normalmente guardamos a dor para nós mesmos, caso não tenhamos o auxílio de um adulto para explicar as situações vividas. Com o passar do tempo e sem a elaboração dos sentimentos, acabamos por usar máscaras que encobrem aquela ferida.

 

Cada ferida possui uma máscara, que na verdade pode ser interpretada como um personagem que vivemos, que possui características temperamentais, comportamentais e até físicas. Vou descrever brevemente cada uma delas e talvez você já consiga até se identificar com algumas:

 

Ferida da Rejeição – Máscara do Escapista

Criada pelo genitor do mesmo sexo (mãe se você for mulher, pai se você for homem)

Se julga sem valor, sem direito de existir, passando muito tempo fechado em seu mundo. Por se considerar um inútil passará bastante tempo tentando ser perfeito – pois ‘terá algum valor’

Corpo estreito e contraído (como se quisesse desaparecer), olhos pequenos

 

Ferida do Abandono – Máscara do Dependente

Criada pelo genitor do sexo oposto (pai se você for mulher, mãe se você for homem)

Não se sente alimentado afetivamente, tornando-se facilmente vítima nas situações (buscando ganhar a atenção do outro). Dependente extremo da opinião dos outros. Gosta do papel de salvador para ser elogiado e se sentir importante.

Corpo comprido, sem tônus, encurvado, olhos tristes

 

Ferida da Humilhação – Máscara do Masoquista

Criada normalmente pela mãe -  ou pelo pai, se este o criou

Sente-se humilhado pelo controle do genitor. Busca dor e humilhação de maneira inconsciente. Vergonha de si mesmo e medo de passar vergonha. Hipersensível. Compensa e se recompensa por meio da comida

Corpo arredondado, pescoço largo, tensões no rosto

 

Ferida da Traição – Máscara de Controlador

Criada pelo genitor do sexo oposto

Julga-se responsável e forte. Quer ter o controle das pessoas e situações. Cético, não gosta de mostrar vulnerabilidade. Sofre quando as pessoas não correspondem as suas expectativas. Manipulador e sedutor

Corpo esbelto, peito estufado. Olhar intenso

 

Ferida da Injustiça – Máscara do Rígido

Criada pelo genitor do mesmo sexo

Perfeccionista, tem dificuldade em pedir ajuda. Tom de vez seco e severo. Dificuldade em receber. Exige muito de si, controla-se, dificuldade em ter prazeres na vida. Justifica-se muito e tem vergonha quando erra ou perde o controle

Corpo aprumado, rígido, movimentos tensos, maxilar cerrado

 

O que foi vivido para que a ferida tenha sido criada não necessariamente foi uma situação real de abandono ou de rejeição por parte dos pais, mas o sentimento que determinado acontecimento suscitou na criança. Como mencionei no artigo sobre Traumas, dor dói e é particular de cada indivíduo. Cada experiência é única ao ser humano e o que importa é como você se sentiu diante de tal situação.

 

A cura destas feridas é possível. Primeiramente temos que aceitá-la. Aceitar significa olhar, observar e não criar apego ao que não é. Quanto mais esperamos para tratar as feridas, mais se agravam. Quando vivemos uma situação que abre novamente uma ferida, vamos colocando camadas em cima dela. A sujeira vai crescendo e fica cada vez mais difícil de limpar o lixo emocional.

 

Trazer a tona e ressignificar um evento é o melhor caminho para esta limpeza. Não vamos mudar nem apagar o que já aconteceu no passado. Mas trazer um significado novo, sem a polaridade negativa daquilo: isso é o que possibilita a cura das nossas feridas.

 

 

Luciana Okazaki (Iskrépi; F-11) ex-moradora da República Cupido, é engenheira agrônoma vivendo seu propósito como Terapeuta Integrativa

 

Quer descobrir mais sobre a minha Jornada de Autoconhecimento? Veja outros insights sobre meu ano sabático, transição de carreira e como viver uma vida mais leve no meu Instagram @luciana.okazaki

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