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Pausa para Pensar

05/09/2021 - Por alberto nagib vasconcellos miguel
Atenção: Os textos e artigos reproduzidos nesta seção são de responsabilidade dos autores. O conteúdo publicado não reflete, necessariamente, a opinião da ADEALQ.

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O Brasil está em um momento muito interessante de sua história. De um lado um grupo que apoia ferrenhamente o atual presidente (cerca de 30% da população, segundo as últimas pesquisas, doravante chamados de "os trinta") e de outro um grupo ainda maior que quer vê-lo fora do poder (chamemos de "o resto"). 

A minha análise (e, como sempre, posso estar errado) é que existe uma coesão muito maior entre o grupo de seguidores do presidente, do que do resto. Mas e daí?

Antes que o Sete de Setembro chegue, vejo que existe uma chance enorme de que os trinta estejam representados de uma maneira muito mais presente, muito mais assertiva, muito mais midiática, do que o resto. Baseio-me justamente no fato de que o comportamento dos trinta é quase uníssono, focado, com a mesma abnegação e idolatria dos tempos do PT e seus fiéis seguidores.

Mudou-se o ídolo, mas não se alterou o comportamento dos que idolatram. Infelizmente, idolatria traz consequência sérias ao equilíbrio da sociedade. Vejam o que ocorreu nos EUA e o que está acontecendo no Afeganistão, apenas para citar os exemplos mais recentes. 

A idolatria pode levar milhões de pessoas às ruas neste Sete de Setembro. Não é uma questão de força, mas uma questão de números e organização. Os trinta são, em números reais, 60 milhões de brasileiros. O resto são outros 140 milhões (mais ou menos, considerando-se a população toda). Oras, qual é a dificuldade em se ter 10% deles nas ruas? Daí serão 6 milhões, que darão a impressão de força que o presidente atual precisa para continuar com o caos. 

O mesmo raciocínio não pode ser feito para o resto. O resto está fragmentado, desorganizado, sem cabeça e com medo. O resto está sem força, sem liderança e sem compromisso. O resto, como em qualquer outro momento da história do mundo, pode ser engolido simplesmente por se calar. Lembranças da Segunda Guerra Mundial vêm à mente, mesmo que não na mesma proporção. O pensamento  de um Brasil transformado em uma Venezuela tomada por milícias é outra ameaça que paira no ar.

O que o resto precisa fazer? Se o resto chegar fragmentado, com bandeiras vermelhas, multicores, azuis, amarelas, gritando cada qual pelo seu grupo e demonstrar falta de coesão, que aguentem as consequências. 

Após o Sete de Setembro é necessário que as lideranças que se opõe ao atual presidente, que prezam as instituições e a divisão dos poderes, que querem a democracia, que esperam para que uma próxima eleição decida os destinos do país, que acreditam que o melhor caminho para um país é  paz e determinação ao sucesso, vá às ruas sem bandeiras que representem grupos isolados, mas vestidos de verde e amarelo e resgatem de uma vez por todas as cores de todo um país, sequestrada pelos trinta.O resto precisa colocar 10% nas ruas e mostrar que têm e retém  o poder que, por direito, é seu, o povo, a maioria. 

Só assim o resto poderá mandar uma mensagem clara e direta aos trinta: o país é de todos. As cores são de nossa nação e nada e ninguém pode usurpar essa condição e continuar impune. 

 

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