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O que os bitchons precisam saber sobre SEXUALIDADE agora que entraram na ESALQ (Dema; F05)

14/03/2023 - Por rodrigo pazzinatto de almeida leite
Atenção: Os textos e artigos reproduzidos nesta seção são de responsabilidade dos autores. O conteúdo publicado não reflete, necessariamente, a opinião da ADEALQ.

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Foram-se os tempos em que não havia sexólogo para as devidas orientações a esse publico que todo ano ingressa na Gloriosa. Longe de dar conselhos (porque cada um toma a decisão que bem entende), vou usar esse espaço para disseminar informações.

 

Primeiramente, sabemos que a bagagem que cada um traz sobre sexualidade pode ser pouco esclarecedora e, às vezes, até insuficiente, o que pode resultar em uma ineficácia na prática. A falta de informação ajuda a perpetuar preconceitos, dogmas e estigmas. Grande parte de vocês já iniciaram a vida sexual, mas uma parte ainda não. O ingresso na ESALQ pode (e deve) permitir o amadurecimento de experiências sexuais saudáveis.

 

Como uma relação depende de mais de uma pessoa para acontecer, o consenso é primordial. É importante falar sobre isso. Em meio a festas e uso de psicoativos pode ser fácil e tentador invadir o espaço do outro de forma não consentida - nunca faça isso. Não é não!

 

Mas sexualidade não é sinônimo de coito! Envolve múltiplos aspectos da vida humana, como o prazer, amor, intimidade e a própria relação com seu corpo e seus sentimentos. Quaaaase todos somos seres sexuais - sim, há quem não seja, e nesse ponto estamos falando de pessoas assexuais. Para elas o sexo não é importante e isso não tem nada de anormal.

 

Falar sobre sexualidade é falar sobre diversidade. Já escrevi aqui sobre a diversidade LGBTQIAP+, detalhando as siglas e outros conceitos importantes. Espero que cada ano as pessoas se sintam mais confortáveis para expressar seu amor e ser aquilo que são, sem precisar esconder e sem sofrer qualquer tipo de preconceito por conta disso. Falando nisso é importante lembrar que o estigma e o preconceito estão diretamente relacionados ao sofrimento psíquico dessa população. Quem quiser saber mais sobre isso tem um texto nesse blog chamado "Suicídio colorido - além do setembro amarelo".

 

Que o ano de 2023 seja o ano da diversidade, que as diferentes formas de amar possam existir de forma plena e que as pessoas saibam respeitar o outro, gentilmente. Sejam bem vindos e livres para amar!

 

Fica aqui um convite para conhecer minha página no Instagram onde falo sobre sexualidade e relacionamentos: @rodrigopazzinatto.psi

 

Abraços esalqueanos,

 

Dema (F05) - ex-morador da República Xapadão

Rodrigo Pazzinatto de Almeida Leite

Psicólogo, sexólogo, professor, palestrante, escritor e, claro, Engenheiro Florestal :)

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