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O produtor florestal e o resgate inevitável! (Xaruto; F70)

16/05/2019 - Por nelson barboza leite
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O PRODUTOR FLORESTAL E O RESGATE INEVITÁVEL!


Com a madeira aos valores atuais é quase uma piada falar-se em produtor florestal! Em regra geral, a gritaria é grande, forte e constante. Um péssimo sinal para aqueles que vão precisar da madeira para tocar seus negócios. Ou plantam para se garantir ou vão ter enormes dificuldades com a falta de madeira, e a preço muito mais elevado! Vai ser o momento do produtor, de língua de fora, dar seus berros! Mas esse jogo de empurra-empurra não é bom para silvicultura e vai na contramão do que se prega como “silvicultura sustentável”. 

A participação do produtor, atualmente magoado e desiludido, continua sendo uma necessidade estratégica para os consumidores de madeira. Precisamos encontrar uma saída para mudar essa história! Formamos mais de 1400 engenheiros florestais todos os anos, somos campeões de produtividade, lideramos a produção de celulose de eucalipto, temos tecnologia para indústrias que processam a madeira, e a siderurgia a carvão vegetal tem tudo para crescer, nesses tempos de procura por alternativas que ajudem no combate às mudanças climáticas. 

Mas persiste a sensação de que estamos paralisados e de braços cruzados à espera de soluções milagrosas para chacoalhar o setor! Não podemos deixar que essa debandada de produtores insatisfeitos ponha em dúvida a sustentabilidade do setor. Mas não dá para esconder essa insatisfação contagiante e generalizada! Precisamos resgatar o interesse e respeito dos produtores com programas de fomento mais vantajosos aos produtores. Preço justo e garantia de compra, tornaram- se obrigações desacreditadas! 

Para se resgatar os incrédulos produtores haverá necessidade de se apresentar atratividades concretas e comprometimento assegurado! Sem sonhos e sem promessas para o futuro! É estratégico para o crescimento da silvicultura, que se tenha plena consciência dos estragos existentes, e que o enfrentamento desses problemas não seja empurrado para outros resolverem! Há necessidade de soluções objetivas e sem muito discurso. Aliás, os produtores se dizem saturados de tanta “conversa mole”! 

Encontrar solução para essa encrenca é um desafio de todos que defendem a sustentabilidade da silvicultura brasileira! E com certa urgência, antes que os insatisfeitos coloquem a boca no trombone, e se juntem ao exército dos que brigam com o eucalipto!


Nelson Barboza Leite – Diretor da Teca e Daplan – Gestão e Serviços Florestais - nbleite@uol.com.br

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