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O pêndulo da história das ideologias totalitárias e o papel da censura: rastros de terror justificados por objetivos nobres que nunca são alcançados. (Istrogonof; F11)

23/10/2022 - Por igor miglioli sokoloski
Atenção: Os textos e artigos reproduzidos nesta seção são de responsabilidade dos autores. O conteúdo publicado não reflete, necessariamente, a opinião da ADEALQ.

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Olá! Eu sou Igor Sokoloski, ou Istrogonof, engenheiro agrônomo formado em 2011, campo-grandense, morador desse belo estado do Mato Grosso do Sul. Sou um grande entusiasta da história do mundo, e decidi fazer este texto, pois considero um posicionamento claro muito importante pelo momento em que estamos vivendo. Eu acredito que a história funciona como um pendulo, que vai e volta, portanto, se olharmos o passado com atenção, encontraremos muitas respostas e situações parecidas às que vivenciamos hoje.

 

Para nos situarmos, começo falando sobre John Locke, você já ouviu falar nele? John Locke foi um filósofo Inglês que viveu no século 18 e é considerado o pai do liberalismo. Veja bem! Nos dias de hoje, a esquerda se apoderou da palavra "liberal" e alterou completamente seu significado, pois bem, vamos nos referir a John como libertário. Esse cara propôs três direitos naturais para os humanos, o direito à vida, à liberdade e a propriedade privada. Para garantir esses três direitos, é necessário um governo. Portanto, o governo para John, seria responsável pelo direito à vida, podemos extrapolar hoje para saúde, direito à liberdade, e já que ouvimos tanto que a liberdade se conquista com conhecimento, extrapolaremos para educação, e o direito à propriedade, que podemos considerar, nos dias de hoje, segurança pública. Pois bem,  acaba aí a função do Estado.
 

Para Locke e para mim, todo e qualquer direito além destes que o Estado impõe através de novas leis, acaba interferindo na plenitude desses três naturais. Porem, entrou em cena um tal de Karl Marx, trazendo a ideia de coletivismo e de muitos direitos garantidos pelo estado. Veja, aposto que de Marx você já ouviu, mas de Locke, o nome deve soar familiar mas não fazia ideia de quem era.

 

Fique com Marx na cabeça, voltaremos a ele e seus amigos, mas agora vamos fazer uma viagem no tempo e vir para o século 20 onde viveu Friedrich Hayek, nome importantíssimo da Escola Austríaca de economia e ganhador do Prêmio nóbel em 1974. Hayek dizia que liberdade e responsabilidade são inseparáveis! Ora, como podemos entender essa afirmação? Na verdade é bem simples, temos que arcar com as consequencias de nossas ações enquanto seres livres. Grave bem esta frase em sua mente, pois precisaremos dela quando falarmos de Marx novamente.


Após mais uma viagem no tempo, chegamos na frança de 1789, onde a humanidade vivenciou um de seus períodos menos humanos de sua história recente, a revolução francesa. Esta revolução foi o estopim e o incentivo para todas as outras revoluções sangrentas subsequentes. Mas de onde vem uma revolução? Vem da idéia de que tudo que existe, é vivenciado e usado ao longo do tempo, não serve pra nada. O revolucionário quer tudo diferente começando do zero, e para que isso ocorra, para que sua visão de mundo seja engolida por toda a sociedade, vale literalmente tudo, inclusive, como descobrimos no fim do século 18 na França, perseguição, execução e até pactos com o diabo.
Durante os primeiros dois anos da revolução francesa, foram guilhotinados, em média, 100 indivíduos por dia. Seu lema era "a liberdade só será alcançada quanto o último rei for enforcado com as tripas do último padre". Veja, para um objetivo nobre, garantir a liberdade, a igualdade e a fraternidade; outras maneiras de pensar foram perseguidas e aniquiladas. Quem ousasse argumentar tinha seu passaporte carimbado para a guilhotina. Você sabe qual foi o destino de Robespierre, um dos grandes idealizadores dessa revolução? Se pensou na guilhotina, "acertô miserávi!". Refutou os caminhos escolhidos pelos revolucionários e acabou sem cabeça. Portanto, para perder o controle desses monstros criados, é só questão de tempo. 


Pois bem, seguindo nossa linha de raciocínio, voltemos a Marx. A raíz dos pensamentos do coletivismo é simples. Elegemos um poder supremo, que tomará conta de tudo e todos, enquanto nós, cidadãos, simplesmente seguimos as ordens e recebemos "o que é nosso de direito". Alguma similaridade com os discursos de esquerda de hoje? Lembre o que a história nos ensinou sobre a União Soviética, China, Coréia do Norte, Cuba, e mais recentemente, a Argentina. Os mesmos discursos que não saem de moda nunca. Podemos ver nas falas de Lula, de Ciro, voltemos um pouco no tempo de nossa própria história: Brizola, Getulio Vargas e etc. Agora vemos essa ideia enraizada nas decisões do TSE.


Esmiuçando o discurso, e trazendo para um entendimento mais literal do que se passa na cabeça desta turma, seria algo mais ou menos assim: O povo é limitado, não sabe decidir a própria vida, mas nós, os governantes, somos muito superiores, por isso temos o direito de governar e decidir sobre tudo. O povo não pode ter liberdade, pois não sabe o que fazer com ela. Nós assumiremos todas as responsabilidades, não cuidaremos somente da saúde, educação e segurança. A partir de agora controlaremos as grandes empresas do país, controlaremos quanto o povo pode ganhar de salário, controlaremos as idéias e ditaremos o que o povo deve pensar e fazer. E para que não haja desvios nessas condutas, tiraremos seu direito natural de liberdade de expressão , em troca de um mundo melhor.

 

Vamos aqui falar sobre um exemplo de como a criação de novos direitos acaba afetando principalmente quem é "protegido" por essas novas leis. Os direitos trabalhistas! Quando você da ao trabalhador o direito à um salário mínimo imposto, direito à um fundo de garantia imposto, e direito à uma previdência imposta, automaticamente você coloca encima dele o dever de tirar parte do que o empregador lhe paga, para custear esses direitos. Ora, você tira do trabalhador o direito de escolher o que fazer com o dinheiro, pois ele "não sabe o que é bom pra ele" e precisa que o estado decida como vai ser sua previdência. Além disso, você tira a liberdade do trabalhador brasileiro de negociar livremente a jornada de trabalho e a maneira com que será remunerado diretamente com o empregador, o estado vira um intermediário com a desculpa de "garantir" o melhor para o cidadão.


Agora que você sabe como nasce a censura, "pelo bem maior de todos", e está presenciando esse ressurgimento no Brasil. A partir do momento em que  se controla o que deve ser dito ou não, pois as palavras podem levar o povo a uma conclusão que os governantes não concordam, estamos entrando em um caminho de censura perigosíssimo em que a escalada é muito rápida. Veja, Deus te da o livre arbítrio, cobrando a responsabilidade de suas ações, já o estado está acima de Deus, pois te tira o livre arbítrio e te diz o que deve ou não fazer.
 

Nunca abra mão do seu direito de se expressar como bem entender. Lembre-se, você deve ter responsabilidade sobre seus atos e palavras, não pode jogar essa responsabilidade para outros, mas nunca se cale diante do que não concorda.

A época em que vivemos está muito bem retratada em uma obra de ficção de 1949, de George Orwell: um livro chamado 1984. Ele apenas errou o ano, acreditou que essas barbaridades viriam um pouco antes. Para quem não leu, é uma ótima leitura, angustiante do início ao fim, pois em uma ficção, conseguimos enxergar e entender muito do que acontece hoje com a manipulação das massas.


Já em rota de pouso desta leitura, vou parafrasear duas figuras públicas que admiro bastante;
O primeiro é um mestre de finanças empreendedor nato, contemporâneo nosso, o Bruno Perini:
"eu respeito sua opinião, mas é uma opinião de merda".
Veja o quanto podemos aprender com essa frase: mesmo que tenhamos ideias totalmente contrárias, eu e você temos o direito de poder pensar diferente, ninguém pode nos forçar a nos calarmos ou trocar de pensamento.

 

E por fim, mas muito importante entender o conceito, falaremos de Benjamin Franklin, considerado o pai fundador dos EUA, tão importante que seu rosto estampa a nota de cem dólares. Mas o que ele pensava:
"Aquele que abre a mão de sua liberdade por um pouco de segurança temporária, não merece nem liberdade nem segurança"

Eia pois! Não abramos mão de qualquer fiapo de liberdade, por nenhuma causa ou favor a nós prometidos! Sigamos firmes com nossos direitos naturais, sem excessão!

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