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O Brasil na corrida da inovação das máquinas

27/02/2019 - Por marco lorenzzo cunali ripoli
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(Artigo publicado na Revista Plant Project)

 

O Brasil cada vez mais é protagonista nos processos de inovação das grandes fabricantes de máquinas agrícolas do mundo!  Por diversos anos, as maiores e mais tradicionais marcas (leia-se John Deere, AGCO e CNH) consideram o país com um de seus mais importantes mercados de atuação e investem grandes quantias em Pesquisas & Desenvolvimento, para trazer soluções que atendam o Sistema Produtivo.

 

Estas empresas, todas com importante footprint no Brasil – escritórios regionais, fábricas e redes de concessionários – tem suas sedes localizadas nos EUA, hoje o maior mercado agrícola do mundo.  Por isso, até pouco tempo atrás a maioria dos centros de engenharia e excelência estavam somente localizados por lá.

 

Por muitos anos máquinas, equipamentos e soluções eram concebidos, desenvolvidos, testados e lançados atendendo incialmente as necessidades do mercado americano e afins, e não propriamente o brasileiro.  Faz-se lembrar, que muito do que já foi desenvolvido também era aplicável a nossas exigências.  Porém, em inúmeras ocasiões foram necessários ajustes de engenharia de produtos posteriores, que exigiram um desencaixa maior de recursos financeiros para validar isso no Brasil, após o lançamento fora daqui.

 

Porque é tão importante que os produtos atendam nossos requisitos de trabalho?

 

Aqui temos uma agricultura tropical que permite fazer muito mais ao longo do ano.  Por meio de diversas práticas agronômicas como plantio direto de grãos, segunda e terceira safras e ILPF utilizar muito melhor nossas terras e recursos.  No caso da cana-de-açúcar não é diferente, nos EUA e outras partes do mundo a colheita não ultrapassa alguns meses, que comparado ao Brasil, praticamente pode ser realizada o ano todo, mediante o regime adequado de manutenções das colhedoras, tratores e da usina.

 

O regime horário de trabalho das máquinas no Brasil é provavelmente o maior do mundo e com isso vem junto a necessidade de cuidar mais do maquinário, pois as necessidades de manutenções ocorrem mais rápidas.  Isso gera um desgaste mais rápido, sim...  porém contribui na redução dos custos de produção e amortização dos ativos.

 

Muito do que se desenvolve hoje para o mundo é oriundo de trabalhos realizados inicialmente aqui para atender os nossos produtores rurais!  Estamos na ponta da inovação, conquistamos este espaço e como sempre digo, se funciona nas condições de trabalho brasileiras, vai funcionar em qualquer lugar do mundo.

 

O Agro não para!

 

Marco Lorenzzo Cunali Ripoli, Ph.D. é Engenheiro Agrônomo e Mestre em Máquinas Agrícolas pela ESALQ-USP e Doutor em Energia na Agricultura pela UNESP, executivo, disruptor, empreendedor, inovador e mentor. Proprietário da BIOENERGY Consultoria, da ENERGIA DA TERRA empresa de alimentos saudáveis e investidor em empresas.  Acesse www.marcoripoli.com para este e muitos outros conteúdos interessantes.

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