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Nullius in verba: em defesa dos transgêncos (Alfinet)

16/09/2015 - Por rodolfo tramontina de oliveira e castro
Atenção: Os textos e artigos reproduzidos nesta seção são de responsabilidade dos autores. O conteúdo publicado não reflete, necessariamente, a opinião da ADEALQ.

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Em novembro de 1660, um grupo de físicos e filósofos da natureza - que futuramente dariam origens aos biólogos e médicos - fundou o que é hoje a mais antiga sociedade em busca de conhecimento do mundo: The Royal Society; por onde passaram nomes como Isaac Newton, Albert Einstein e Charles Darwin.

Seu novo presidente é um indiano Nobel de Química (2009) chamado Venkatraman Ramakrishnan, ou Venki para os amigos, conforme interessante entrevista que concedeu ao El País para falar de sua posse. Principalmente, quando questionado sobre alimentos geneticamente modificados:

"O problema é que o público não sabe que durante séculos fazemos modificações genéticas, embora de maneira aleatória. As tecnologias modernas são muito mais específicas e dirigidas… de modo que há mais controle do que a forma tradicional.


Eu sou muito feliz comendo milho transgênico. Para alguém como eu, que cresceu na Índia, estas resistências (a alimentos transgênicos) são vistas como coisa de gente que nunca conheceu a fome. É como se dissessem aos países pobres: sigam passando fome. Estas objeções são um luxo
”.

Alimentos geneticamente modificados são uma das mais promissoras armas para alimentar os atuais 795 milhões de subnutridos no mundo (FAO 2015). Dependem, contudo, do financiamento de países ricos para P&D. E suas funções estão longe de se restringirem a resistência a pragas e aumento de produção.

O arroz-dourado é um grande exemplo. Em seu TED no começo do ano, a geneticista Pamela Roland explica que em países em desenvolvimento cerca de 500 mil crianças ficam cegas por ano por falta de vitamina A, e mais da metade morre. Por essa razão cientistas modificaram um arroz para que pudesse produzir beta-caroteno, um percursor da vitamina A e encontrado em cenouras.

O “golden rice” está salvando vidas!

Mas como saber se essas modificações em alimentos são seguras?

Nullius in verba, do latim "Take nobody"s word for it”.

Nullius in verba é também o lema da The Royal Society, que acredita em “verificar qualquer afirmação através de fatos determinados por experimentação”. E um destes fatos é que ~3 milhões de crianças morrem anualmente por desnutrição, enquanto ZERO morrem por alimentos geneticamente modificados.

Esperamos que o Venki e cientistas ao redor do globo desvendem os outros, pois os que mais sofrem com as consequências são os que menos vociferam contra.

Rodolfo Castro (Alfinet - F09) é Eng. Agrônomo, Fundador da fmk agro e ex morador da República Kangaço

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