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Madrid, Genebra, Madrid (Drepo F70)

16/03/2016 - Por eduardo pires castanho filho
Atenção: Os textos e artigos reproduzidos nesta seção são de responsabilidade dos autores. O conteúdo publicado não reflete, necessariamente, a opinião da ADEALQ.

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Após essas vicissitudes e da viagem “gastronômica” à Toledo, restou à dupla comparecer à festa de encerramento do Congresso Mundial, que contava com a presença de sua Majestade, o Rei de Espanha. Na época o movimento ambientalista se valia da simpatia de reis e celebridades que, no entanto, tinham uma visão bastante particular do ambientalismo, traduzido no seu fanatismo por caçadas.

Era num salão gigantesco, com mais de mil pessoas presentes. No meio da festa veio a necessidade de visitar os sanitários e lá foram os dois valentes, para um andar acima, onde se encontravam os sanitários, aliviar o corpo. Terminada a função, um barulho ensurdecedor foi ouvido. Seria um atentado? Saindo dos cubículos, com as roupas penduradas nos joelhos, verificaram que havia estourado a descarga de um dos vasos sanitários e a água, subindo como um chafariz, batia no teto com toda violência e retornava encharcando todo o chão do banheiro. Não havia o que fazer. Já se formara em poucos instantes um verdadeiro rio. Colocaram as roupas num átimo e saíram do local fechando a porta. Em pouco tempo a água descia as escadas em direção ao salão da recepção saudando o rei. Era hora de voltar ao Hostal Lorenzo, sem esquecer as tapas e copas na Plaza Mayor, seguidas de uma incursão pela Calle de Cuchilleros com retorno incerto pela madrugada de Madrid. Até desafio com guitarras foi assistido, embora o local tenha ficado nas penumbras da memória. Nesse dia nem San Miguel, nem café irlandês.

Durante o Congresso, movida por uma comunicação de São Paulo, surgiu a necessidade de ir até Genebra conversar com um colega, para que assumisse a diretoria de uma instituição no Governo. Na época haviam reinstituído a obrigatoriedade de visto para entrar na França e era necessário, portanto, um “permisso” para fazer essa viagem, o qual tinha que ser obtido na embaixada brasileira. Foram necessárias pelo menos três visitas ao local, entre tentativas, horários errados, e telefones mudos, para finalmente conseguir o visto provisório.

Encerrado o Congresso era hora da viagem de trem a Genebra, passando por Paris, pois o visto só admitia uma entrada e uma saída na França. Embarcaram no Talgo, um trem especial cuja cabine fica dependurada dentro do vagão para não inclinar nas curvas, que fazia Madrid- Paris direto, parando na fronteira apenas para trocar a bitola, mais larga na França do que na Espanha. A viagem noturna foi cheia de peripécias já que feita numa cabine onde dormiriam seis pessoas, três empilhadas de cada lado do cubículo. Depois de muitos papos e vinhos um dos colegas se pôs a dormir e a roncar intermitentemente, o que impediu os outros cabineiros de dormir, por mais que houvesse tentativas de aliviar os roncos. Para piorar a situação um dos braços do roncador ficou caído no meio do corredor entre as duas fileiras de beliches, o que dificultava, senão impedia, que os outros ocupantes pudessem deitar.

Em Paris os colegas de despediram. Um foi a Genebra conforme planejado para ter a reunião. Na volta de Genebra o elemento ficou tão absorto com um livro, na estação de Paris, que perdeu o embarque do trem direto para Madrid. A solução foi pegar o pinga – pinga, quase vinte horas de viagem sentado na segunda classe! Na fronteira houve uma confusão com refugiados clandestinos o que, juntamente com a troca de bitolas provocou um atraso ainda maior.

Depois dessa viagem a volta à São Paulo foi terrível, mas, o resultado da viagem bastante proveitoso.

Eduardo Pires Castanho Filho (Drepo F70) Engenheiro Agrônomo, Ex morador da Republica do Pau Doce 

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