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Importação de milho aumentou seis vezes em relação ao ano passado

20/10/2016 - Por alcides de moura torres junior
Atenção: Os textos e artigos reproduzidos nesta seção são de responsabilidade dos autores. O conteúdo publicado não reflete, necessariamente, a opinião da ADEALQ.

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De janeiro a setembro a importação foi de 1,418 milhões de toneladas (MDIC).


O volume cresceu 532,4%, em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram adquiridas 224,31 mil toneladas no mercado internacional.


O Paraguai foi o principal exportador para o Brasil, com 53,6% do volume no acumulado de 2016. O restante veio da Argentina. Veja a tabela 1.



O preço médio do milho paraguaio importado foi de US$152,10 por tonelada (janeiro a setembro).


Considerando um dólar de R$3,52 (média 2016), temos o produto custando R$535,39 por tonelada ou R$32,12 por saca de 60 quilos (FOB). Fazendo a mesma conta, o cereal importado da Argentina custou, em média, R$36,74 por saca.


Para uma comparação, o preço médio na região de Campinas-SP neste mesmo período foi de R$45,21 por saca.


Com as fortes valorizações no mercado brasileiro, aumentou a competitividade do milho argentino e paraguaio em relação ao nacional. Além dos preços, a dificuldade de compra em determinados momentos do ano, também estimulou a importação.


Autorizada a importação dos EUA


A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou em 6 de outubro o atestado de biossegurança para três variedades cultivadas nos Estados Unidos.


Existe um período de contestação de trinta dias a partir da publicação oficial do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Se não houver contestação, os interessados devem encaminhar o pedido ao Mapa. Não há limite de volume.


A expectativa é de que com a liberação, aconteça um alívio na questão da baixa disponibilidade interna e consequentemente na pressão sobre os preços vigentes.


Os norte-americanos deverão colher uma safra recorde este ano, estimada em 382,48 milhões de toneladas (USDA).


Além de uma oferta maior, os preços são os mais competitivos no mercado internacional. A tonelada está custando por volta de US$136,00, base outubro.


Considerações finais


O incremento na área plantada de milho de verão no Brasil não será suficiente para cobrir o "rombo" deixado pela exportação e quebra de produção em 2015/2016.


Será necessário pelo menos mais uma safra cheia para retomar os patamares de estoques internos anteriores, ou próximos de 10,0 milhões de toneladas.


A Conab estima um estoque de 9,53 milhões de toneladas em 2016/2017, acreditando em um crescimento de área e melhor produtividade com a previsão de clima favorável nesta temporada.


Isto significa que os preços poderão ganhar sustentação nos primeiros meses de 2017 (a exemplo de 2016) em caso de uma retomada da demanda interna ou em caso de uma mudança nas questões climáticas ou de câmbio.

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