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Gravata Borboleta (Drepo F70)

29/01/2016 - Por eduardo pires castanho filho
Atenção: Os textos e artigos reproduzidos nesta seção são de responsabilidade dos autores. O conteúdo publicado não reflete, necessariamente, a opinião da ADEALQ.

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Sexta feira. Tempo bom. Nada programado para o final de semana. Torpor piracicabano.

- Vamos para Urupês? Conhecer as famílias de alguns colegas?

- Fechado.

Lota a Curicaca e toca o pau.  Vamos  em quatro: dois paudocianos, dois mosteirenses, ou "monges". Em quatro horas de viagem chegamos.

Recepção calorosíssima. Refeições de tudo que é tipo. Árabe, espanhola, paulista, churrasco. Fora a cervejaiada sem fim.

Visitas às propriedades dos anfitriões. Café, cana, gado. Querem saber o que achamos.

Tudo ótimo, né?

Domingão. Tempo escasso.

Hora de voltar.

Lota o carro, cheio de lembranças da terra, todas comestíveis.

- Vamos passar por Ibirá?

- Eu não conheço. Nem eu, Nem eu.

Bora pra Ibirá, que só tinha uma pracinha super limpa e bem cuidada, com um belo lago no meio, onde passeavam anatídeos.

Eis que, de repente surgem a ideias de jerico.

-Vamos levar aquele ganso? Por que não?

Uma cena bizarra na praça: corre pra lá, corre pra cá, a Curicaca com a tampa traseira aberta e o ganso sendo catapultado pra dentro do porta-malas. Arrancada a toda em seguida.

O bicho se comportou bem no trajeto e, chegando em Pira foi colocado, com uma gravata borboleta verde e branca amarrada no pescoço, em cima da geladeira da República. Assim permaneceu por alguns dias em adaptação, alimentado à base de cachaça puríssima vinda do Zimotécnico.

Quando ele já estava se adaptando foi resgatado pelos outros raptores e virou uma bela gansada.

 Eduardo Pires Castanho Filho (Drepo F70) Engenheiro Agrônomo, Ex morador da Republica do Pau Doce

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