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Foz das Tartarugas (Drepo F70)

01/06/2016 - Por eduardo pires castanho filho
Atenção: Os textos e artigos reproduzidos nesta seção são de responsabilidade dos autores. O conteúdo publicado não reflete, necessariamente, a opinião da ADEALQ.

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1989. Final de Governo. A Fundação Florestal vivia seu primeiro mandato buscando se firmar como uma peça importante no jogo ambiental paulista. Enfrentavam-se as restrições de dinheiro do (des)governo Collor. Havia um

congresso internacional da IUCN em Foz do Iguaçu e a fundação iria com uma comissão apresentar uma série de trabalhos. Apesar da falta de grana, nossos valentes participantes conseguiram equiparar a fundação a uma

autarquia e houve então numa liberação de recursos para a viagem.

Foram em seis, quatro dos quais agricolões (dois da F-70, F- 73 e F-80), numa caminhonete C- 10 diesel, cabine dupla, sem ar- condicionado, nem direção hidráulica, até Foz. Nas descidas a bichona até que era valente, embalava que só uma coisa, mas, quando começava a subida apostava corrida com Kombi... e, perdia.

Primeira parada: Londrina, já quase noite. Hotelzinho decente, banho tomado, foram comer. Sugestão recebida e acatada: porco no rolete, ali por perto mesmo, que ninguém queria chegar perto da caminhonete, principalmente se tivesse que fazer uma baliza. Na volta do jantar "precisavam" tomar umas cervejas que ninguém era de ferro. O dono do hotel, antevendo a esticada, deixou o freezer por conta dos valentes pedindo apenas que colocassem os cascos vazios na caixa para o acerto do dia seguinte. Trato feito, trato cumprido.

Em Foz o hotel ficava longe do evento o que obrigava deslocamentos por toda a cidade, onde abusaram das conversões à paraguaia, ou seja, entrar à esquerda cruzando a pista, o que acabou se tornando uma quase especialidade dos fundacionistas.

Numa das brechas do congresso foram às compras em tierras paraguaias, quando a hegemonia foi de um tal creme da tartaruga. O problema continuava sendo a ausência de meios de pagamento, que juntamente com a falta de tampa do porta malas, acabou reduzindo o ímpeto consumista da turma. 

No encerramento da efeméride houve um jantar de confraternização no qual houve uma "canja" do Gilberto Gil, que participara tangencialmente do evento.

Na volta para São Paulo, ninguém queria dirigir a p... da caminhonete e teve que ser estabelecido um rodízio para determinar a ordem dos condutores.

Rezavam para que não houvesse uma batida da Receita Federal e confiscassem a "cremaiada quelônica" trazida na viatura.

Eduardo Pires Castanho Filho (Drepo F70) Engenheiro Agrônomo, Ex morador da Republica do Pau Doce 

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