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Esquerdas e Cantores (Drepo F70)

07/11/2015 - Por eduardo pires castanho filho
Atenção: Os textos e artigos reproduzidos nesta seção são de responsabilidade dos autores. O conteúdo publicado não reflete, necessariamente, a opinião da ADEALQ.

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Anos de 68 a 70. A ditadura recrudescia. O clima de divisão também acabou chegando na pacata ESALQ.

Rivalidade entre “esquerda” e “direita”, que em Pira sempre foram meio relativas. A disputa se concretizava era mesmo nas eleições do CALQ, já que o diretório oficial não tinha existência. Havia vários grupos articulados na cidade que participavam do movimento estudantil “a nível” estadual e nacional.

As panfletagens eram uma das formas de participação mais difundidas então, mas, o acesso a mimeógrafos era muito difícil. Poucos lugares possuíam a aparelho e quem os tinha eram vigiados.

            Nessa situação varias vezes fazia- se o deslocamento de uma equipe com grosas de papel ofício e o estêncil, que num fusca e à noite tocava para Botucatu, pela estradinha de Artêmis. Lá chegando já havia uma pessoal da Agronomia esperando e preparado para começar a rodar o material. Era o tempo de algumas cervejas e o fusca xispava de volta para Pira, onde outra equipe já esperava para começar a panfletagem.

Isso rodou até os grupos se desentenderem quanto às “táticas de luta”, seja lá o que isso significasse.

Essas discussões sem fim eram produto de reuniões clandestinas que eram feitas em algumas repúblicas mais engajadas, normalmente nos finais de semana quando boa parte dos estudantes viajava para suas casas. Às vezes “sobrava” algum perseguido que era guardado por um período até as coisas esfriarem. Assim vários líderes estudantis de então não raras vezes pernoitavam nessas repúblicas. O mais notório deles foi sem dúvidas o atual condenado José Dirceu, líder de uma das facções da época.

Como as repúblicas não eram muito homogêneas várias vezes eram inevitáveis encontros inusitados como o que ocorreu quando Caubi Peixoto fez um “show” no CALQ e quis conhecer uma morada estudantil coletiva, já que ficara encantado com os agricolões, e quase participa de uma reunião estratégica do movimento estudantil. Na emergência levaram-no para conhecer o “bairro boêmio”, vulga Ripolândia, onde ele acabou pernoitando.

Ou ainda quando uma musa do cantor Juca Chaves se apaixonou por um republicano engajado e permaneceu por um tempo muito longo com ele atrapalhando o cronograma de derrubada do regime.

Eduardo Pires Castanho Filho (Drepo F70) Engenheiro Agrônomo, Ex morador da Republica do Pau Doce

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