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Dª Lili e os Protos (Drepo F70)

10/12/2015 - Por eduardo pires castanho filho
Atenção: Os textos e artigos reproduzidos nesta seção são de responsabilidade dos autores. O conteúdo publicado não reflete, necessariamente, a opinião da ADEALQ.

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Comecinho de 66. Foram em três de Santo André fazer o vestibular para Agronomia. Do centro industrial do País pro sertão piracicabano. Ossir/ Barraca; Castanho/Drepo e Uwe/ Shmok, que acabou não entrando. Visitaram algumas repúblicas que se mostraram inviáveis já que estavam fechadas para as férias e eram habitadas por "cardumes" de pulgas, na melhor das hipóteses. Alternativa? As indefectíveis pensões.

Acabaram na pensão da Dª Lili, na Benjamim Constant. Era uma senhora das antigas, fechadona, sempre impecável da vestimenta aos cabelos, muito simpática, porém, que vivia um drama pessoal profundo. Dava guarida para um filho casado, que diziam ser ótimo alfaiate, todavia alcoólatra, e pouco cumpridor de prazos para com seus clientes.

Esse tormento parecia ser minimizado pelas visitas quase diárias que lhe fazia o Loginho, ou seja, o Sr. Eulógio, radialista eminente da cidade, e que davam margem para interpretações as mais diversas. Segundo os "rivais" nativos Usberti / Maria Bonita e Vitório / Netinho, que estudavam em frente à pensão, fazia anos que a coisa se processava daquela forma e nenhum mau juízo fluía desse comportamento.

Novos tempos, novos costumes!

Fazia cursinho e também habitava essa moradia o Marcos / Dedo Duro, o mais CDF de todos. A rotina dos "cursilhistas" era levantar, tomar café, e ir para o cursinho: Torigoi, Thame, Zé Artur, entre os professores mais cotados. Depois, de volta aos quartos se estudava até onde fosse possível. O máximo de diversão que tinham era ir ao Café Haiti de vez em quando tomar um café e apreciar o "footing", algo bastante inusitado para eles.

A torcida era para que a prova e português fosse bem severa porque eliminaria boa parte dos "japoneses" e ficaria mais fácil seguir adiante. O mundo já era cruel e preconceituoso!

Assim como era inusitada e cruel a presença inopinada da Maria do birote.

 Eduardo Pires Castanho Filho (Drepo F70) Engenheiro Agrônomo, Ex morador da Republica do Pau Doce

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