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CCIn e sua presença na vida da ESALQ

07/05/2026 - Por lucas infante cagale
Atenção: Os textos e artigos reproduzidos nesta seção são de responsabilidade dos autores. O conteúdo publicado não reflete, necessariamente, a opinião da ADEALQ.

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Quando se fala em ESALQ, a lembrança vai logo ao Prédio Central, ao Mausoléu, à Herma, aos jardins, ao gramado, ao Hino, à Ode e a tantos outros símbolos e espaços que fazem parte da memória de gerações de esalqueanos. Esse conjunto ajuda a explicar o lugar especial que a Gloriosa ocupa na vida de quem por ela passou e de quem nela permanece.

Ao lado desses marcos mais conhecidos, a vida da ESALQ também está em outros espaços do Campus ligados à convivência, à formação e ao dia a dia da comunidade universitária.

Entre eles está o Centro de Convivência Infantil “Ermelinda Ottoni de Souza Queiroz”, o nosso CCIn, na Alameda das Sibipirunas, 108.

O CCIn surgiu como entidade socioeducativa. Seu regimento informa que sua criação foi antecedida por estudos realizados entre 1982 e 1985 e que o funcionamento começou em março de 1986. Desde o início, sua finalidade foi atender as crianças, orientar as famílias e dar condições para que pais e mães pudessem seguir com suas atividades de trabalho e estudo. Com o passar dos anos, tornou-se parte importante da vida das famílias ligadas ao Campus.

À primeira vista, uma creche dentro de um campus universitário pode ser vista como apoio às famílias e como um serviço necessário. E de fato cumpre esse papel. Mas o CCIn mostra também que a vida universitária passa pelo cuidado com a infância e pelo reconhecimento de que a formação começa muito cedo.

O próprio regimento define o CCIn como espaço de educação, assistência e recreação em período integral. Registra também que ele atende filhos de servidores docentes e não docentes, além de filhos de alunos de graduação e de pós-graduação stricto sensu da ESALQ e do CENA. Isso mostra que o Centro está ligado de forma direta à vida do Campus.

Ao olhar sua proposta, percebe-se que a criança não aparece ali apenas como alguém que precisa ser cuidada, mas como alguém em desenvolvimento. O trabalho se organiza em torno do crescimento infantil, da convivência, da descoberta, da rotina, da observação e das experiências próprias da infância. O brincar tem lugar central. O cuidado não fica separado da educação.

Há ainda um ponto importante, que é o culto à natureza. Em um Campus como o nosso, em que árvores, alamedas, jardins e gramados fazem parte da paisagem e também da memória afetiva da Escola, o contato da criança com esse ambiente tem valor formativo. A observação do verde, a convivência com os espaços abertos e a percepção dos ciclos da natureza ajudam a desenvolver atenção, sensibilidade e familiaridade com o mundo ao redor. Em uma Escola ligada, desde sua origem, à terra, ao cultivo e à permanência, esse traço combina com o espírito esalqueano.

Também merece atenção o fato de esse centro trazer o nome de Ermelinda Ottoni de Souza Queiroz.

Com o tempo, foi ficando mais evidente o papel de Dona Ermelinda na continuidade da obra sonhada por Luiz de Queiroz. Seu nome se associa à firmeza, ao apoio e à preservação de um legado que atravessou gerações. Ao dar seu nome ao Centro de Convivência Infantil, a ESALQ liga esse espaço a uma figura central de sua própria história.

Se Luiz de Queiroz remete à idealização da obra, Dona Ermelinda remete à sua sustentação. Por isso, o nome do CCIn carrega um significado especial. Ele aproxima a formação das crianças de uma referência importante da memória da Escola.

Outro ponto relevante é a forma como o CCIn se integra à vida institucional do Campus. Seu regimento prevê a participação de representantes de usuários e de servidores em comissão própria, voltada ao funcionamento do Centro, à melhoria de infraestrutura, aos materiais pedagógicos e à articulação com atividades desenvolvidas no Campus. Isso reforça que o CCIn não está à parte, mas inserido na dinâmica da vida universitária.

Neste momento, o CCIn vive um novo capítulo de sua história. No mês de maio terá início uma reforma de grande porte na creche, uma das maiores já realizadas nesse espaço. Ainda assim, a obra foi planejada para não interromper o funcionamento, preservando a rotina, o atendimento e o cuidado diário com as crianças e suas famílias.

Esse passo merece reconhecimento. Ficam aqui os parabéns a todos os envolvidos na USP e na ESALQ por esse projeto, à Prefeitura do Campus “Luiz de Queiroz”, aos servidores que atuam na CCIn — Sandra, Angélica, Nilva, Alessandra, Sueli, Rosângela, Rogéria, Jandira, Marta, Neide, Beatriz, Kelly, Zuleide e Lia —, além das estagiárias que integram a equipe. Cada uma dessas pessoas contribui para a continuidade de um trabalho sério e muito importante para a comunidade do Campus.

Que essa lembrança sirva também para outros espaços da ESALQ que, como o CCIn, ensinam muito e nem sempre recebem a atenção que merecem. Seria muito valioso que os alunos de graduação, especialmente os moradores da Casa do Estudante Universitário, o Conselho de Repúblicas e a Atlética, fossem cada vez mais convidados a conhecer esses lugares mais de perto e, dentro das possibilidades de cada grupo, também se dispusessem a colaborar com ações voluntárias. Em uma Escola como a nossa, a formação também se constrói no contato com espaços que acolhem e sustentam a vida do Campus.

Para saber mais
<https://pusplq.usp.br/?page_id=4870>

<https://www.instagram.com/reel/DR0CfmMDWbK/>

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