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Biogeoquímica, biofisiologia, biofísica e que tais

30/12/2020 - Por alberto nagib vasconcellos miguel
Atenção: Os textos e artigos reproduzidos nesta seção são de responsabilidade dos autores. O conteúdo publicado não reflete, necessariamente, a opinião da ADEALQ.

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Essas ciências modernas são todas muito parecidas. Mas suas idéias são as mais próximas de Gerenciamento Holístico que pudemos chegar, como cientistas.

Biogeoquímica é a mais abrangente delas, apesar de podermos basicamente considerar biogeoquímica e biofisiologia sinônimas. Ambas procuram explicar os ciclos de nutrientes através da interação entre organismos vivos e inanimados e suas respectivas influências nos quatro processos fundamentais da natureza (Ciclo da Água, Ciclo de Nutrientes, Fluxo de Energia e DInâmica de Comunidades). 

Basicamente, James Lovelock usou o termos geofisiologia quando de sua explicação sobre a Teoria de Gaia, cujo fundamento central é de que o planeta é um grande e único organismo vivo que pode se autorregular através da interação entre seus diversos aspectos físicos, químicos e biológicos. Daí, biogeoquímica!

Tá bom. E daí?

Daí que, voltando ao nosso mundinho do dia a dia, entendemos que cada decisão tomada, não importa o quão minúscula possa parecer, vai causar alguma transformação no planeta,seja ela química, física ou biológica. Essas transformações podem causar benefícios ou prejuízos ao todo. Ao seu todo (aquele que você gerencia) ou a grande todo onde todos vivemos (a Terra). 

É interessante notar que, em uma comparação entre a Terra, Vênus e Marte, os cientistas desde a década de 50 sabiam que o nosso planeta era o único que continha vida, mesmo sem ter visitado os planetas vizinhos. De que forma? Através do estudo de suas atmosferas. A atmosfera da Terra é completamente diversa da de Vênus ou Marte e a cor do nosso planeta é devida à nossa camada de ozônio. 

Mas a nossa atmosfera nem sempre foi essa que aprendemos nas escolas. Ela evoluiu e, para estes cientistas, ela evoluiu em função do surgimento de vida no planeta. Não o inverso. De acordo com eles, Nosso planeta no começo (período Hadeano, cerca de 4 bilhões de anos atrás, ou 4 éons), era dominado pelos mesmos gases encontrados nas mesmas proporções que nos planetas vizinhos. 

Com o surgimento de vida no nosso mundinho, começaram as transformações e evoluções que culminaram com o aparecimento da nossa espécie, tida como a mais evoluída que já pisou sobre a Terra. Ixi, lá vai ele falar mal da raça humana, os danos que ela causou ao ambiente, blábláblá. Nope! Aprendi que não importa o quê, as mudanças vão ocorrer e, sob pena de ser acusado de plagiário por James Lovelock, todas as mudanças que ocorreram ao longo dos éons de existência da vida foram causadas por, sim sim sim, poluição!!!

Se não, vejamos. A mudança mais importante que ocorreu no nosso caso foi o aparecimento de oxigênio na atmosfera terrestre. Todos vocês sabem, mas não custa relembrar, que Oxigênio, nos éons Hadeano e  Arqueano, era um veneno. O aumento constante de seus níveis causou o desaparecimento das espécies dominantes naquelas eras.

Mesmo hoje em dia, o limite máximo para sua presença na atmosfera sem que envenene os seres vivos é de 25%, sendo que as melhores estimativas falam que esse gás existe na composição atmosférica em torno de 21%. Como limite mínimo para a sobrevivência dos seres aeróbicos é de 16-18%.

Ainda mais, os ciclos de CO2 e O2 são intimamente ligados. Um não tem como se dissociar do outro sem que ocorra um desequilíbrio tamanho que extinguiria a vida no planeta. Uau! Se tivéssemos apenas plantas no planeta, morreríamos por excesso de oxigênio. Sem as plantas e algas, os animais morreriam por asfixia. Daí o balanço!

Existem muitos outros ciclos e muitas outras intricadas relações entre todos estes ciclos. E, acreditem, assim como em sua fazenda (seja ela para agricultura, floresta ou pecuária), essas relações não são totalmente entendidas pelo ser humano (e quero crer que nunca serão, tamanhas as facetas existentes em cada uma delas).

Ocorre que em outros éons os organismos dominantes não tinham a capacidade de entender o que a sua "poluição" estava causando a eles, o que acabou dizimando suas populações. Nós, por outro lado, temos essa capacidade. E é através dessa nossa capacidade que podemos manter o nosso planeta em uma condição de homeostase pelo máximo de tempo possível para a sobrevivência de nossa espécie.

Para isso, precisamos entender que essa condição só é conseguida através de biodiversidade. Por que as interações entre todos os seres é desconhecida em sua maior parte, porque as interações entre os diversos biomas é desconhecida em sua maior parte, porque as interações entre os diversos processos do Ecossistema são desconhecidos em sua maior parte, por que não sabemos o que sabemos e não sabemos o que não sabemos.

Daí vem o  Deus-Sol (que é, hoje, 25% mais quente que era a 4 bilhões de anos atrás) e, Rá! Aquece o planeta todo acima de 40 graus Celsius e a gente se acaba de qualquer jeito! Mas para isso ainda temos pelo menos outros 100 milhões de anos para curtir a praia.

Se quiserem ler mais um pouco sobre Gerenciamento Holístico, acessem meu blog na página:

www.gerenciamentoholistico.blogspot.com ou entrem em contato pelo email jeepf84@gmail.com. 

Feliz Ano Novo pessoal!! 2021 promete!

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