Blog Esalqueanos

Aos meus queridos colegas do Ano Lanxera

25/07/2020 - Por gabriel lorenzetti bigolin
Atenção: Os textos e artigos reproduzidos nesta seção são de responsabilidade dos autores. O conteúdo publicado não reflete, necessariamente, a opinião da ADEALQ.

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Doutoras e Doutores, Bitchas e Bixos, perdoem-me por, em um momento pessoal de grande nostalgia, adentrar brevemente neste teu dia para presentear-me com a lembrança daqueles que são os mais importantes para minha pessoa: os “Monstros Sagrados”, MEUS AMIGOS e valorosos colegas do Ano Lanxera (F 2015, 2016, ...).

 

Meus caros colegas, teríamos em outubro deste ano de 2020 a consagração de nosso tão esperado primeiro quinquênio; entretanto, pelas atuais circunstâncias, creio que não teremos o fraterno prazer de encontrar-nos todos desta vez, o que muito me entristece. Por esse motivo estimo deixar-lhes a declaração de amor colegal que se segue, mesmo tendo plena ciência de que simples palavras escritas nunca capturarão a plenitude do que sinto por vós. Reservo-me ainda o direito de soar um pouco enfadonho, não tendo habilidade para a prosa ou para os versos, como bem discernem.

 

     Entrei na ESALQ em 2011, como um filho perdulário de uma família abastada. Fui contrariado, não posso negar: preferia ficar em minha redoma, onde o rei era meu amigo e nada me faltava. Enquanto para meu Pai, também Eng. Agrônomo, formar um filho na “Luiz de Queiroz” era um sonho, para mim, antes de conhecer Piracicaba, era um “pé no saco”.

 

Como fui boçal, ó Luiz! de certo a maior estupidez da qual sou réu, e da qual sempre serei, até minha expiração!, pois foi em Piracicaba, a partir de 2011, que tive a oportunidade de integrar esse singelo grupo, do qual mais me orgulho:

 

     Jovens (amorfos, obviamente), que em quase nada tinham semelhança entre si, a não ser a circunstância de estarem recém-chegados à “Noiva da Colina”, galgavam arduamente uma posição nas tradicionais Repúblicas Esalqueanas. Em uma “dança” que durou aproximadamente 03 meses, fomos, salvo se me falha a memória, 45, entre moços e moças, prestigiados com a aceitação e posterior iniciação nas supracitadas.

 

     Compúnhamos o ainda não formal “Ano Lanxera”, que claramente tinha absolutamente tudo para dar errado. Qualquer andarilho desavisado podia identificar em nós, sem o menor esforço, a mais bagunçada composição num espectro “azul-vermelho” que se podia encontrar em um Ano Acadêmico da Gloriosa naquela feita. Enquanto considerável parte da contemporânea comunidade Esalqueana dizia que nos faltava “unidade”, prevendo esse ser o principal fator da nossa futura, possível, plausível e prevista “desunião”, alguns diziam que esse perfil heterogêneo nos poderia render bons frutos.

     Optamos, conscientemente, por dar ouvido aos últimos.

     Esses colegas com quem convivi por pelo menos 5 anos de minha até então breve vida, ingressaram, como eu, “cabaços”, e tornaram-se excelentes profissionais (todos, graças a Deus!), cada um em sua área. Amadureceram e aprenderam ao seu próprio modo expor suas ideias, conversar, debater, discutir e até mesmo brigar, sem nunca perder o respeito e amizade pela qual a magnum opus de Luiz de Queiroz, em todo seu esmero, nos unia por equivalência.

 

     Tenho por todos vocês, caros colegas acadêmicos, o maior de todos os carinhos. Sou, e sempre serei, eternamente grato à amizade e companheirismo que cada um de vocês prestaram a mim, em maior ou menor grau; antes do Ano Lanxera eu nunca havia imaginado (e nunca imaginei novamente desde então) que eu poderia ter amigos tão próximos aos meus irmãos. Quando penso nos momentos mais importantes para a formação de minha personalidade, por puro capricho da deusa Ceres, livremente especulo, 07 em cada 10 cenas que me vem à cachola tem a copiosa presença do nosso tão coeso Ano, e por isso considero ter uma dívida moral para com cada um de vós.

 

     Estando no MT a 04 anos, sinto a maior falta de todos, sem expressivas distinções entre os pares. Todavia não faria justiça se não distinguisse brevemente dentre nós aqueles que foram e/ou são mais presentes em minha vida:

 

     Ao melhor de todos, meu grande amigo, conterrâneo e irmão de coração Lucas Braga Daltrozo “Navaiada”: nem ao menos ousarei expressar o quanto lhe amo; qualquer tentativa seria no mínimo risível.

 

     Ao gigante moral Renato Urzeda Nehring “Criadão”: meu grande objetivo pessoal é ser, no seio da moral e da ética, o mais próximo possível do que és.

 

     Ao eterno parceiro Ulysses Bottino Peres Jr. “Sid”: aonde estiver, e para o que precisar, demando que conte comigo, como sei que poderia esperar nada menos de ti.

 

     À rainha do ano, Tássia Campaner Matsumoto “Xãdo”: se te conhecesse um pouco menos, me proporia a casar contigo!

 

     Ao excelentíssimo ex-futuro-presidente do CALQ, Fausto Nimer Terrabuio “Orrameu”: aprendi contigo a corretamente valorar os valores. Honestidade, integridade e justiça não são relativos, e não são, nem nunca serão, renegados.

 

     Ao que merece um futuro mais do que brilhante, Thales Facanali Martins “Knivete”: para ti o céu é o limite. Gostaria  de estar próximo de ti, só para ver quanto vais brilhar!

 

     Àqueles que por ventura não foram citados, peço o mais sincero perdão. Não é por pouca consideração, mas sim para não alongar em demasia esse depoimento, que pode entediar alguns que se põe a ler.

 

Entrego um saudoso e caloroso abraço a cada uma das minhas queridas e dos meus queridos colegas do Ano Lanxera!

 

Salve Jacaré!

 

Mãdiok

República Jacarepaguá

F 2015 (2016)

Gabriel Lorenzetti Bigolin

Tangará da Serra - MT

 

 

——

 

P.S.: Conclamo a todos a virarem sócios mantenedores da ADEALQ. 

Somos mais de 18.000 alunos formados e apenas aproximadamente 500 mantenedores. Colocando a vergonha produzida por essa situação em perspectiva: estamos perdendo por longe (cerca de 10 vezes menos mantenedores) para a Poli Boquete!

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