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Administrar o tempo é preciso...II (Vavá; F66)

17/12/2017 - Por evaristo marzabal neves
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Evaristo Marzabal Neves

(reflexão final sobre Administração do Tempo aos ingressantes em Engenharia Agronômica - 2006)

Após a leitura, comentários, seminários e reflexões sobre “Administração do tempo e de sua vida universitária”, tomo a liberdade de encaminhar uma reflexão no fechamento deste tópico.

Embora o ambiente cultural e formação profissional dos pais possam ter alguma influência na escolha da carreira de seus descendentes, aprendi que os pais não podem escolher o caminho de seus filhos. Eles escrevem por si mesmos, erram ou acertam por conta própria. A vocação é expressão pessoal, sentimento específico. Pouco vale as orientações dos pais, já que prevalece que “a experiência é um farol que ilumina para dentro” (Pedro Nava), para o próprio interior, de tal sorte que a experiência só acaba tendo sentido para a pessoa que a vivenciou. Assim, pensam os jovens (não se esqueçam de que seus pais foram jovens e, eu também, tempos atrás).


Desta forma, a vida de cada ser humano é desenhada por escolhas próprias; a régua e o compasso lhes foram dados pela educação em casa, nas escolas, em seu ambiente de vida, mas cada um tem o seu sonho, traça e faz o seu desenho de vida.


Lembra de nossa brincadeira no primeiro momento da aula inicial, quando me posiciono ao lado de um jovem de 18 ou 19 anos? Quem é o mais jovem? Quem é o mais bonito? Quem é o mais feliz? As duas primeiras questões associadas ao contexto (externo) e, a última, ao conteúdo (âmago, seu interior, de difícil mensuração). E, logo em seguida, concluía que cada um delineia seu espaço de felicidade que é próprio, singular, que emana e se estabelece em cada íntimo. Neste momento, lembro-me da expressão do psicólogo americano Steven Hayes que afirma que “nosso conceito de felicidade está ligado a emoções de curto prazo. Isso não é verdadeiro. As pessoas devem definir o que realmente querem da vida no longo prazo, descobrir quais são seus valores e viver de acordo com eles. Isso é ser feliz!” (entrevista “Não fuja da dor”, Veja, ed. 1945, 01/03/06, p.14).


Trago, ainda, à lembrança de vocês, o que abordei mais de uma vez: “O ser humano feliz e de sucesso é aquele que acorda de manhã, vai dormir à noite e, neste meio tempo, faz o que gosta” (Bob Dylan) ou, se pensar para toda sua vida, “Você não pede para nascer, você morre sem querer...aproveite o intervalo” (Anônimo). Ao acordar, “Carpe diem” (Aproveite agora), ou seja, felicidade plena, todo o dia, fazendo o que gosta e dá prazer na construção de seu caráter e em sua formação  profissional. “O amanhecer...é uma lição do universo...que nos ensina...que é preciso renascer...O novo amanhece...” (Raízes, Renato Teixeira).

Minha missão inicial é forçar sua lembrança, logo de saída, na primeira aula de administração, que a mais importante e primordial lição nesta área é a “administração de seu tempo”, já que este é o recurso mais escasso, perecível. Bem ou mal aproveitado, ele vai passando, indo embora. Planeje e desenhe sua vida, pois seu futuro aí está. Você é quem faz suas escolhas e é o responsável por elas. É prioridade, portanto, que faça, em  sua agenda, a analise diária e reflexões sobre quais fatores estressores estão associadas ao desperdício de tempo, amarrados a eventos não importantes, não urgentes (Stephen R. Covey – Os 7 hábitos das Pessoas Altamente Eficazes) e que não levam a nenhum aprendizado construtivo. É preciso detectar os fatores estressores, descobrí-los, atacá-los, vencê-los.Eles estão aí, desestruturando e bagunçando sua cabeça.


Como todos nós gostamos de música (e da boa música que educa, que traz uma mensagem construtiva) e já procurando terminar minha mensagem, reforço com o enfoque que você está desenhando seu futuro e delineando sua felicidade para o longo prazo, já que na ESALQ e no futuro “Um dia a gente chega e no outro vai embora...Cada um de nós compõe...a sua própria história...E cada ser em si...carrega o dom de ser capaz...DE SER FELIZ” (“Tocando em frente”, Almir Sater e Renato Teixeira). Neste compasso, toda vez que o íntimo é apertado por ansiedades e inquietudes, se valeu minha orientação, solicitando que se debruce na leitura e reflexões sobre os textos de “Administração do tempo: leituras introdutórias”, não deixe de vivenciar os exemplos e  de praticá-los. Há de se lembrar deles ao longo do tempo e de sua vida e, poderá caminhar, indo adiante: “A vida segue sempre em frente...O que se há de fazer... Só peço a você, um favor se puder (se valeu a leitura)...não me esqueça...num canto qualquer (“ O caderno”, Toquinho)”. 


Carpe diem.


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Evaristo Marzabal Neves, Prof. Titular aposentado ESALQ/USP. Sócio Mantenedor da ADEALQ E-mail: emneves@usp.br

 

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