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Acima da Escuridão (Pinduca F68)

21/12/2015 - Por marcio joão scaléa
Atenção: Os textos e artigos reproduzidos nesta seção são de responsabilidade dos autores. O conteúdo publicado não reflete, necessariamente, a opinião da ADEALQ.

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O Agrônomo soube do acidente envolvendo o Comandante P. já bem tarde da noite, em São Paulo, onde se encontrava. Os patrões lhe pediam para estar em Congonhas logo cedo, no dia seguinte, para dar tempo de ir ao funeral do Comandante P.

 

A noite foi em claro, a tristeza só não era maior do que a perplexidade, pois se havia um piloto em quem o Agrônomo confiava era o Comandante P. Bastante voado, excelente no "pé e mão", como se diz de um piloto que domina com perfeição a técnica de fazer um avião voar, seguro, de maneira nenhuma inclinado a assumir riscos desnecessários, o Agrônomo não conseguia entender e aceitar um acidente tão primário. Alem da tristeza com a morte do colega e Amigo, havia a preocupação com sua família e, querendo ou não, a preocupação com a próxima safra. Contratos já feitos, parcialmente pagos, área para dois aviões, e de repente só restava um, o mais velho, e sem piloto.

 

Ao madrugar, no dia seguinte, o tempo parecia também sentir tudo o que o Agrônomo sentia : nublado, garoa fina e constante, frio, custando a clarear. No caminho para Congonhas, profunda depressão, desanimo, pensamento fixo em deixar a companhia, tentar outra atividade. O avião que os levaria era um KingAir, e o ambiente dentro dele, como o clima, estava péssimo. Após taxiar pela pista, a decolagem foi autorizada e o KingAir elevou-se sobre São Paulo, dentro da camada de nuvens que encobriam tudo, deixando tudo negro e molhado, quando de repente tudo se iluminou : ultrapassada a "calota" de nuvens e poluição que pairavam sobre a cidade, o avião saiu da chuva, das nuvens enegrecidas e mergulhou num céu azul, onde brilhava um sol que até doía, de tão claro.

 

A relação foi instantânea : por mais negro que tudo se apresente ao seu redor, sempre haverá uma posição em que as coisas não serão tão ameaçadoras, basta desprender-se e alçar vôo para alcançar essa posição e a partir daí começar a viver o novo.

 

E o novo, para o Agrônomo, foi conviver estreitamente com o Amigo 4 e seus pais, na pequena cidade onde havia acontecido o acidente com o Comandante P. O Pai do Amigo 4 foi para o Agrônomo, o pai que ele perdera muito cedo. E a Mãe do Amigo 4 foi a presença constante da mãe do Agrônomo junto a ele, com os mesmos cuidados e o mesmo carinho. O Agrônomo lhes deve eterna gratidão.

Marcio Joao Scaléa (Pinduca F68) é Engenheiro Agrônomo ex morador da Republica Mosteiro

 

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