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A piscina e o mundial do Palmeiras

23/02/2019 - Por roberto arruda de souza lima
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Antes de falar da nova piscina, quero fazer alguns comentários sobre torcedores. Fico imaginando o dia que meu Palmeiras conquistar seu segundo mundial. Sem dúvida, haverá grande emoção, afinal desde 1951 que não conquistamos o campeonato mundial, é muito tempo. Nesse período todo houve momentos de fortes investimentos, de diretoria e comissão técnica séria e comprometida. Muitos profissionais de qualidade passaram pelo clube. Mesmo assim, o título demorou para ser conquistado. E sempre houve o empurrão da torcida que canta e vibra. Nessa minha imagem do segundo título, o gol, ao contrário do desejado por alguns, não é marcado pelo artilheiro do time, mas a torcida fica igualmente feliz pela conquista. A festa é grande, sem fake news nem recalques, só alegria. Mesmo para aqueles que não creem no mundial de 1951, o raciocínio permanece o mesmo.

Corta para a atualidade, retorno à nova piscina. Uma grande conquista, um desejo de muitos anos, finalmente entregue e pronta para o uso. Algumas fotos vazaram nas redes sociais e, ao contrário da situação no parágrafo anterior, surgem inúmeros comentários depreciativos e injustos. Ao contrário da torcida feliz, surgem notas maldosas.

Em uma delas, ironizam a profundidade da piscina, que seria rasa para prática de natação. Vamos aos fatos. Segundo as Regras Oficiais Natação – FINA, “Para piscinas com blocos de partida é exigido a profundidade de 1,35 metros numa extensão de 1 a 6 metros da cabeceira de partida. Em todo o resto da piscina é de 1 metro” (FR 2.3 - Profundidade). A nova piscina do Campus tem profundidade variando de 2,0 metros (junto aos blocos de partida) até 1,4 metros (junto à borda oposta). O espelho d´água tem profundidade de 1,8 a 1,2 metros. Portanto, superior ao exigido pela Federação Internacional de Natação.

Outra crítica refere-se à acessibilidade e à presença de escada com corrimão. Novamente vamos aos fatos. A norma oficial (ABNT NBR 9050) sobre acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos, em seu item 8.5.2 trata sobre piscinas. Segundo a norma, o acesso à água deve ser garantido através de degraus e a escada deve possuir corrimãos em três alturas. A nova piscina do Campus respeita as normas de acessibilidade. As críticas foram de má fé ou ignorância das normas técnicas.

Das críticas que li, procede a reclamação de que a piscina não está apta para provas de polo. É verdade. O equipamento pode ter inúmeros usos e em determinado momento foi necessário optar por quais modalidades e atividades seriam atendidas. Para atender ao maior número de usuários e atividades, o polo precisou ficar de fora. Voltando ao comentário do primeiro parágrafo, o time foi campeão mas o artilheiro não marcou o gol. Essa tristeza não deveria apagar o orgulho do sucesso do time, da piscina entregue para todas outras atividades.

Como no futebol, onde a torcida que canta e vibra foi fundamental para o título, quem esteve do lado de dentro do campo sabe o quanto o título foi suado, teve as marcas na canela e merece o reconhecimento. Sou fã da AAALQ, muito antes de sonhar em ser prefeito já contribuía (e continuo contribuído) com parte de meu salário descontado diretamente na folha para ajudar a AAALQ e tento colaborar em tudo que está ao meu alcance. Mas não concordo quando reivindicam exclusividade pela conclusão da piscina. Ao contrário, elogio e agradeço a todos profissionais que levaram as caneladas e cotoveladas não vistas nem sentidas pela torcida. Que não são culpados pela cera do adversário nem pelas decisões da arbitragem. E saíram vencedores. Na pessoa do Prof. Fernando Seixas, externo meu muito obrigado a todos profissionais que tornaram realidade a nova piscina. Que a torcida cante, vibre e aproveite a conquista, deixe o chororô para as almas pequenas. 

 

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