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A importância dos indicadores financeiros: medir, avaliar e comparar (Scot F76)

13/10/2015 - Por alcides de moura torres junior
Atenção: Os textos e artigos reproduzidos nesta seção são de responsabilidade dos autores. O conteúdo publicado não reflete, necessariamente, a opinião da ADEALQ.

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Fazendas necessitam de indicadores financeiros de desempenho para avaliarem seus resultados, tanto em relação a outros sistemas e fazendas, como frente a resultados prévios da própria operação.

Nesta edição da Carta Gestor apresentamos o resumo de uma publicação da Iowa State University, que trata deste assunto.

Nos concentramos em três conceitos, analisados através de alguns indicadores, descritos a seguir.

Liquidez

Refere-se ao grau em que os gastos da atividade podem ser pagos a partir de caixa ou ativos que em breve serão transformados em dinheiro. Basicamente é a relação entre os custos variáveis e receita apurada em um ano.

O volume de capital de giro necessário depende do tamanho da operação. Dados mostram que este montante, no início do ano, é equivalente, em média, a 60% da receita anual a ser apurada pela fazenda.

A regularidade das vendas e de geração de receitas também impacta esta relação. Por exemplo, em sistemas onde as receitas são recorrentes, como na pecuária leiteira, esta relação (capital de giro/receita), no início do exercício, geralmente é de 30%.

Solvência

A relação entre a dívida total e o valor dos ativos da propriedade é um dos índices usados para medir a solvência. Este índice compara os ativos, passivos e avalia o patrimônio líquido.

Fazendas maiores tendem a ter maiores relações entre dívida e ativos. Uma alta carga de dívida não determina necessariamente fazendas ineficientes, somente indica que os juros provavelmente terão uma participação maior no fluxo de caixa.

Fazendas altamente eficientes são capazes de assumir uma maior carga de dívida com segurança. Na média, dados de dez anos da Iowa Farm Business Association, apontam para um índice de solvência de 21,0%.

Resultado financeiro

Taxas anuais de retorno sobre os ativos totais (incluindo a terra) são uma boa forma de avaliar o resultado e comparar com outras opções de investimento.

As taxas de retorno sobre os ativos agropecuários são bastante variáveis. Fazendas altamente lucrativas superam os 10,0% de rentabilidade, enquanto sistemas pouco lucrativos, na maior parte das vezes, não chegam a alcançar os 2,0%.

A margem de lucro operacional é outro importante indicador, calculado através da relação entre o lucro e a receita total da fazenda no ano.

Fazendas eficientes alcançam margens de 35,0% ou mais, enquanto sistemas menos lucrativos tem uma margem de 15,0% ou menos.

Considerações finais

Os itens apresentados são exemplos, ou seja, existem diversos outros conceitos financeiros.

Em um primeiro momento, em fazendas que ainda não apuram indicadores financeiros, a maior preocupação deve ser escolher aqueles que são importantes e que devem ser priorizados.

Esta escolha pode ser definida a partir da capacidade operacional e administrativa da fazenda e o impacto que este indicador terá sobre as decisões.

A partir do ponto em que a apuração destes indicadores torna-se rotina dentro da fazenda, é possível adotar o benchmarking, ou a comparação de sistemas, para verificar pontos de melhorias e de excelência.

Colaborou Gustavo Aguiar, zootecnista e consultor de mercado da Scot Consultoria.

Traduzido, resumido e adaptado de "Financial Performance Measures for Iowa Farms".  Julho de 2015. Disponível em: http://www.extension.iastate.edu/agdm/wholefarm/pdf/c3-55.pdf

 


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