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A ESALQ e os presentes que ela nos traz

04/05/2021 - Por gabriela salvador
Atenção: Os textos e artigos reproduzidos nesta seção são de responsabilidade dos autores. O conteúdo publicado não reflete, necessariamente, a opinião da ADEALQ.

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Este texto é uma homenagem a um esalqueano muito especial, meu querido marido, Fernando Colombo de Amo (Doolombo - F06), que hoje, semeia campos do outro lado do caminho. Mais que uma homenagem a ele, é uma homenagem à nossa história, que tanto se confunde a este lugar maravilhoso, de tantas memórias afetivas e que mudou completamente a minha vida. Foi no prédio central da ESALQ que conheci o Fernando, em 2003, um rapaz tímido e com cara de gente boa, que viria, dez anos mais tarde, a se tornar meu marido. Eu estava chegando para me matricular no curso de Ciências Biológicas, do qual, faço parte da segunda turma (Ó-xent - F07). Sou de Catanduva, SP, e não conhecia nada em Piracicaba... apenas sabia que tinha um primo distante que estava por lá cursando Engenharia Agronômica. Meu pai, então resolveu contatar esse primo e foi assim, que combinamos de nos encontrar e acabamos por nos conhecer.

Aos poucos, ele se tornaria o meu melhor amigo, a pessoa que me apresentou cada pedacinho da ESALQ, que me ajudou a ficar na CEU (Casa do Estudante Universitário), onde morei por 5 anos, e me prestou todo auxílio necessário. Naquela época, eu era uma menina de 17 anos, que nunca havia saído de casa. Estava feliz pela conquista da vaga na graduação, mas, ao mesmo tempo, apreensiva e assustada com a vida nova que me aguardava. Posso afirmar que o Fernando foi um verdadeiro anjo pra mim, a pessoa que segurou a minha mão e me ajudou a me tornar a mulher que sou hoje. 

Começamos a namorar e me lembro com muito carinho dos dias em que passeávamos pelo campus, em que estudávamos juntos, em que aos poucos, conquistávamos nossas graduações. Sempre muito unidos e companheiros. E essa conquista chegou! Para ele, em 2006, para mim, em 2007. Fernando sempre sonhou em ser agrônomo, desde criança e, mais do que isso, sempre sonhou em ser esalqueano. Tinha muito orgulho de dizer onde se formou! Graduar-se foi, sem dúvida, a realização de um sonho muito especial. 

Logo após a graduação, o Fernando ingressou na Universidade da Cana e eu, cursei mestrado em Entomologia, também pela ESALQ. Em 2013, outro sonho se realizava em nossas vidas: nos casávamos e assim, nos uníamos para sempre. Meu marido conquistou a tão esperada vaga no mercado de trabalho, atuando na empresa do ramo de pulverizadores Herbicat, em Catanduva, enquanto eu, conquistei a vaga de professora no Instituto Federal de São Paulo (IFSP), também em Catanduva.

Vivemos muito felizes, com a ESALQ sempre presente em nossas lembranças e conquistas. Porém, no ano passado, o Fernando sofreu um acidente doméstico e partiu, sem aviso. Mas partiu apenas fisicamente. Ele permanece vivo nos corações de todos os que tiveram o privilégio de conhecê-lo, nas minhas ações e nos ideais. Graças a ele, hoje estou implantando uma das primeiras agroflorestas do município de Catanduva, a Agrofloresta "Eng. Agr. Fernando Colombo de Amo", que será solidária e preservará sua memória como ser humano, agrônomo e esalqueano.

Obrigada ESALQ por fazer parte da minha vida, por me permitir tantas conquistas e, acima de tudo, por me apresentar o grande amor da minha vida. Em meu coração, você é mais que gloriosa!

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