Acontece ESALQ

Protesto em Piracicaba marca um ano da morte do universitário Gueta

29/05/2015 - Por jornal de piracicaba
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A pé ou de bicicleta, um grupo de aproximadamente 100 pessoas participou de ato que homenageou o ciclista Nikolas Gomes Camilo, conhecido por Gueta, que morreu aos 20 anos, no dia 28 de maio de 2014, após ser atropelado por um ônibus na esquina da avenida Independência com a rua Regente Feijó.

No local do acidente foi instalada uma nova ghost bike em substituição à primeira bicicleta furtada do local em dezembro.

Durante o ato, manifestantes gritaram palavras de ordem cobrando das autoridades a construção de ciclovias, além de ações para inclusão de bicicletas no trânsito.

Às 18h30, o grupo iniciou caminhada partindo da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) com destino ao local do acidente.

Viaturas da Semuttran (Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes) e da Guarda Civil acompanharam a caminhada.

Houve congestionamento nas duas pistas da avenida Independência.

Chegando ao local, a ghost bike, que foi empurrada por Gabriel Gomes Camilo, 18 anos, irmão de Gueta, foi acorrentada a um poste.

“É difícil dizer o que estou sentindo. Há um ano, quando houve o primeiro ato, minha família e eu estávamos arrasados pela dor da perda. Hoje, a saudade permanece, mas fico feliz em saber que meu irmão não foi esquecido”, disse.

O manifesto foi organizado pelo Calq (Centro Acadêmico Luiz de Queiroz), da Esalq, e pelo Grumus, (Grupo de Mobilidade Urbana Sustentável).

Segundo Mirian Rother, membro do grupo, a morte do universitário não foi em vão.

“O acidente de Gueta marcou um capítulo na história de Piracicaba. Nosso objetivo será realizar um ato como este, todos os anos, daqui para frente”, relatou.

Para evitar que a segunda ghost bike seja retirada como aconteceu com a anterior, em breve, a bicicleta pintada de branco será colocada em uma estrutura suspensa, no mesmo poste.

“Vamos prender a aproximadamente três metros de altura. E se caso retirem, colocaremos outras quantas vezes forem necessárias, não vão calar a nossa voz”, disse.



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