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O Fluxo de caixa

04/10/2019 - Por
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Segundo a metodologia desenvolvida pelo SEBRAE (2011), o fluxo de caixa é um instrumento de gestão financeira. Neste serão projetados todas as entradas e saídas de capital de um empreendimento, e, dessa forma, o saldo financeiro dele. Sua elaboração necessita de uma organização dos dados financeiros da empresa, e tem a função de auxiliar na tomada de decisão a mesma.





A partir da organização do fluxo de caixa, ainda de acordo com o SEBRAE (2011), é possível planejar uma estruturação gerencial de resultado. Com apoio da análise de sensibilidade, cálculo da rentabilidade, lucratividade e no prazo de retorno do investimento. Ou seja, auxilia na análise de viabilidade do projeto conjuntamente com os dados gerados baseados no mesmo.





No que diz as receitas presentes em um fluxo de caixa, são definidas como todo recurso proveniente da venda de mercadorias ou prestação de serviços. Além disso, podem ser originadas de rendimentos de aplicações financeiras, cobranças de aluguéis e juros. Tem como função, na composição de um fluxo de caixa, apresentar o quanto de capital financeiro está entrando na empresa.





As despesas são o oposto das receitas, de forma que correspondem a toda saída de capital financeiro da empresa. Como por exemplo pagamento de juros e multas. Além disso, conjuntamente com as receitas, compõe o fluxo de caixa. E dessa forma, auxiliam na tomada de decisão.





Com relação aos custos, há a divisão em fixos e variáveis. Os primeiros são aqueles que não variam de acordo com a quantidade produzida, ou vendida. Ou seja, caso a produção aumente devido a um fator de mercado, por exemplo, este custo não sofrerá alteração. Para exemplificar o custo fixo tem-se: aluguel, salários.





Já os custos variáveis são aqueles que variam de acordo com a quantidade produzida ou vendida, seguindo uma proporção de acordo com a participação no processo. Como exemplo tem-se a quantidade de matéria prima demandada, a qual é elevada com o aumento da produção.





Também presente na elaboração de um fluxo de caixa está o custo de oportunidade, o qual se refere a uma oportunidade deixada de lado devido a escolha do investimento em questão.



Como, por exemplo, no caso de um empreendedor ter a opção entre um investimento que lhe proporcionará dez mil reais, e outro, que lhe proporcionará cinco mil reais. Caso seja feita opção pelo primeiro investimento, seu custo de oportunidade é de cinco mil reais, de modo que a possibilidade deixada de lado foi a segunda. Ou seja, o valor do custo de oportunidade está diretamente relacionado a possibilidade renunciada na tomada de decisão.





O custo de capital corresponde, de acordo com Prates (2016), à taxa de retorno que uma empresa deve alcançar nos projetos em que investe, para manter seu valor de mercado. Se trata de uma expectativa de ganho ao decidir por um investimento em relação a outro, e equivale ao ganho mínimo que torna a alternativa em questão atrativa aos investidores.





Vale ressaltar que o capital de uma empresa pode ser próprio ou ter origem em terceiros. Sendo o último adquirido através de pessoas ou organizações que investem, buscando retorno monetário, que no caso, é o custo de capital.





Como resultado e consequência da estruturação de um fluxo de caixa, há a realização do cálculo de índices financeiros. Como por exemplo: TIR (taxa interna de retorno), VPL (valor presente líquido) e Payback. E a partir da análise desses dados é possível verificar de que forma o empreendimento em questão se comporta, apresentando nível dos retornos, valores futuros considerando a desvalorização da moeda no tempo e prazos para o investimento inicial retorne ao investidor.     



 



Autor:

Luiz Felipe Speranza



Diretor de Negócios - ADECA Agronegócios



Graduando em Administração, ESALQ/USP



 





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