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Milho safrinha: controle de percevejos deve ser realizado na fase inicial da cultura

22/03/2016 - Por
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A incidência de pragas no milho
safrinha é um dos principais fatores para a redução da produtividade e de
rentabilidade nas lavouras. De acordo com o Canal Rural, em 2015, algumas
cidades do Paraná registraram uma perda de 30% em produtividade devido ao
ataque de percevejos. Por isso, muito se fala do Manejo Integrado de Pragas
(MIP), cujo objetivo é proporcionar um bom desenvolvimento da planta durante
todo seu ciclo, consequentemente, produzindo mais e melhor.


Atualmente, o plantio direto é uma prática comum na produção de grãos e
no cultivo do milho segunda safra. Este sistema é recomendado, pois controla o
processo erosivo do solo, armazenando mais nutrientes e melhorando a absorção
de água, sendo, portanto, ecologicamente mais sustentável. Por outro lado, ele tem
favorecido o crescimento da população de algumas espécies como: percevejo
barriga-verde, percevejo verde e percevejo marrom.

percevejoadama.JPG

A atenção à praga é constante, mas nos 20 primeiros dias após a germinação é crucial. Nessa fase, o
percevejo se alimenta nos tecidos jovens, injetando saliva e toxinas para
facilitar a sucção de seiva. Os danos variam de acordo com a quantidade de
insetos e idade da plântula, e podem levar à morte desta, pois as toxinas murcham
as folhas centrais impossibilitando o crescimento da cultura causando o sintoma
conhecido como “coração morto”, secando a planta totalmente. Em alguns casos,
os percevejos podem causar o “enrosetamento”, que é o amarelecimento das folhas,
ou furos simétricos com bordas amareladas. Os dois sintomas prejudicam bastante
a fotossíntese, impedindo o crescimento saudável da planta e prejudicando o
enchimento de grãos. Menos peso de grãos, menos rentabilidade.


Atualmente, a recomendação para o
sucesso no controle dessas pragas é que se faça uma combinação de ferramentas
que deve ser iniciada com o tratamento de sementes e controle químico já nos
primeiros dias após a emergência da planta. Além da escolha do tratamento de
semente e inseticida ideal, o produtor deve se atentar à tecnologia de
aplicação, pois uma pulverização otimizada vai proporcionar economia e garantir
melhores resultados. Em algumas regiões, a rotação de culturas também pode
amenizar a incidência de percevejos, mas ações isoladas não apresentam níveis
satisfatórios de controle. Vale ressaltar que aplicações tardias de defensivos
não impedem o aparecimento dos danos causados por percevejos, por isso, para
esta praga, prevenir é o melhor remédio. Consulte sempre um engenheiro
agrônomo.

 





































Leandro Garcia é engenheiro agrônomo e gerente de
desenvolvimento de mercado da Adama Brasil





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