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Aliado no combate à ferrugem asiática, manejo integrado reduz perdas da lavoura

08/02/2017 - Por
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Segundo
dados da Embrapa, o Brasil é o segundo maior produtor mundial de soja, ficando
atrás apenas dos Estados Unidos. A produção brasileira de soja correspondeu em
2015/2016 a 30% da produção mundial, sendo o Mato Grosso o maior produtor do
grão no Brasil, com 26,058 milhões de toneladas, seguido pelo Paraná (17,102 mi
de toneladas) e pelo Rio Grande do Sul (16,201 mi de toneladas). Na safra de
2015/2016, foram produzidas cerca de 95,631 milhões de toneladas de soja.



Agora
imagine que restem apenas 19,126 toneladas de soja de toda essa produção. É
isso que uma das doenças mais destrutivas da soja, segundo agricultores, pode
fazer com as plantações de 33,17 milhões de hectares do País: reduzir em até
80% a produtividade das lavouras. A ferrugem asiática tem sido desde a safra de
2000/2001 uma das maiores dores de cabeça dos sojicultores brasileiros. A primeira
ocorrência do fungo no Brasil aconteceu na região Sul, mas, como o fungo é
disseminado pelo vento, logo a doença se espalhou por todas as regiões produtoras
de soja. 



Quando
os fungos encontram o ambiente
propício para seu desenvolvimento (alta umidade e alta temperatura), os
primeiros sintomas da doença podem surgir. Para observar este primeiro sinal é
necessário que o agricultor utilize uma lupa para examinar a folha da soja e, se
ainda estiver em dúvida quanto à presença da ferrugem nesta fase, leve amostras
das folhas para o laboratório para que seja feita uma análise precisa.



Caso
o fungo continue a se desenvolver, manchas amarelas ferruginosas (daí o nome da
doença) aparecem nas folhas e, dependendo da severidade da ferrugem, acontece o
desfolhamento da planta. O desfolhamento precoce resulta na má formação das
vagens da soja, que acabam ficando leves e pequenas. A consequência disso é a
redução da qualidade dos grãos, da produtividade e da rentabilidade do
agricultor.



Além
de ser sinônimo de perda de milhões de toneladas do grão, a ferrugem asiática
custa aos sojicultores cerca de 2 bilhões de dólares anualmente. Apesar do
gasto expressivo, os defensivos agrícolas disponíveis atualmente no mercado têm
apresentado queda em sua eficiência, o que significa que, após quase 15 anos
utilizando os produtos com os mesmos princípios ativos, a ferrugem asiática vai
se tornando resistente aos fungicidas
aplicados.



Para evitar que a doença surja e se espalhe pela
lavoura, algumas técnicas de manejo integrado podem ser adotadas, segundo
orientações da Embrapa: eliminar plantas
de soja voluntárias e não semear no período de vazio sanitário; monitorar a
plantação; aplicar fungicidas no início do aparecimento dos sintomas da
ferrugem ou preventivamente e, por fim, a rotação de culturas.



*Leandro Garcia
é gerente de Produtos na Adama Brasil S/A, empresa de origem israelense, com
sede em Londrina.



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