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Logística de fertilizantes no Brasil: desafios e oportunidades

02/02/2018


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O Brasil sediou nesta semana uma importante conferência internacional "Fertilizer Latino Americano 2018". O Grupo ESALQ-LOG foi representado pelo Prof. José Vicente Caixeta-Filho, o qual realizou uma apresentação voltada para a temática da logística de fertilizantes, denominada "Adressing Infrastructure Challenges and Logistical Constraints for the Movements of Fertilizers in Brazil" (disponível para download no link: http://bit.ly/2naKyCM).

Ficou bastante claro no evento que um dos maiores gargalos no setor de fertilizantes é a logística, a qual define a competitividade do agronegócio como um todo. 

O bom planejamento da logística de fertilizantes envolve a redução de custos logísticos para entregar um produto mais competitivo ao agricultor e fortalecer o agronegócio brasileiro como um todo. No entanto, uma série de oportunidades e desafios para a indústria de fertilizantes no Brasil estão relacionados à:

  • aumentar a eficiência dos terminais portuários;
  • aumentar a eficiência dos contratos formais de veículos de retorno nas áreas portuárias;
  • melhorar o planejamento dos preços do frete;
  • consolidar o modelo multimodal para o transporte de fertilizantes (as concessionárias ferroviárias estão interessadas em embarcar mais carga de retorno de fertilizantes na ferrovia e realizaram investimentos para isso, principalmente no corredor de Santos para o estado de Mato Grosso);
  • utilizar/avaliar estoques como estratégia para reduzir os custos de logística através da importação de fertilizantes em janelas de tempo coincidentes com as maiores exportações de grãos, reduzindo os custos de transporte;
  • consolidar o conceito de logística colaborativa: cooperação entre os vários agentes da cadeia (exportadores de grãos, carregadores de fertilizantes e transportadoras) para assegurar um planejamento integrado do manuseio de carga, de modo a aumentar a fluidez, produtividade e rentabilidade em uma relação "ganha-ganha" para todos esses agentes;
  • consolidar uma plataforma para que os players do setor de fertilizantes, grãos e transportadoras possam publicar a oferta e demanda por carga de retorno;
  • utilizar modelos de previsão de preços de frete para auxiliar na tomada de decisões envolvendo planejamento de importação, viabilidade de estoques e operações de Barter;
  • investir nos portos do chamado Arco-Norte brasileiro para importação de fertilizantes (o Arco-Norte tem se destacado como um novo corredor de exportação de grãos com altas taxas de produtividade e produção, e há uma alta demanda por fretes de retorno - principalmente via hidrovia ou quem sabe com a Ferrogrão, contribuindo para reduzir os gargalos da logística dos portos tradicionais - Santos e Paranaguá, por exemplo - além do fato de os portos do Norte estarem mais próximos da Ásia e da América do Norte, o que implica em custos marítimos e tempo de viagem menores, vide Figura).


Figura - Relação entre os principais portos exportadores de grãos e importadores de fertilizantes no ano de 2017. [Fonte: CAIXETA-FILHO e PÉRA (2017)]

Boa parte destas discussões pode ser consultada em nosso artigo "Fertilizer Logistics in Brazil: Challenges and Opportunities", disponível no seguinte link:  http://bit.ly/2GiJ1Dg

Nesse contexto, o Grupo ESALQ-LOG tem sido bastante ativo na criação de valores e de soluções para a logística do agronegócio brasileiro através do desenvolvimento de treinamentos, projetos e pesquisas direcionados para uma série de assuntos, envolvendo, por exemplo:

  • Análise do mercado de frete;
  • Indicadores de preços de fretes rodoviários do agronegócio (Sistema de Informações de Fretes - SIFRECA, consulte: http://sifreca.esalq.usp.br/);
  • Indicadores de previsão de fretes rodoviários do agronegócio;
  • Ferramenta de Analytics aplicada ao Big Data de Preços de fretes (ESALQ-LOG Analytics, consulte: https://youtu.be/oWEn__SlC9E);
  • Diagnósticos logísticos;
  • Otimização de atividades e processos;
  • Avaliação de demanda de atuais e novas infraestruturas de transporte envolvendo rodovias, ferrovias, hidrovias e portos;
  • Diagnóstico de perdas físicas nas atividades logísticas;
  • Análise do diferencial de competitividade.
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Atenção: Os textos e artigos reproduzidos nesta seção aberta à manifestação de esalqueanos são de responsabilidade dos autores. O conteúdo publicado não reflete, necessariamente, a opinião da ADEALQ
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