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Discutindo ideias, não pessoas! (Big-Ben, F97)

12/04/2017


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Maurício Palma Nogueira *

 

A lista do Fachin só comprova a necessidade de substituir a classe política brasileira e, junto com ela, vícios históricos na forma de conduzir o estado.

 

Eu tenho quatro considerações a fazer.

 

1. Estar fora da lista não significa atestado de honestidade; significa apenas que não fez parte dos diversos esquemas envolvendo a empreiteira.


2. Políticos oportunistas usarão a ausência na lista para se autopromover. Bolsonaro já começou. Se realmente estamos vivendo uma oportunidade de passar a política brasileira a limpo, que tal começarmos defendendo "políticas" e não políticos, sejam eles homens ou mulheres.


Exemplo bem atual. Mesmo concordando, como eu concordo, não devemos apoiar “O Dória”; devemos apoiar as políticas e ações que estão sendo adotadas pelo Dória. Se ele, ou qualquer outro, continuar implementando tais políticas que possuem o nosso apoio, continuamos dando a confiança através do voto. Caso contrário, não.


Se o político sair da linha perde a confiança e o voto, e buscamos outro que se adapte. Só assim manteremos o político “da hora” focado nas boas qualidades que o definem, naquele momento.

A oportunidade que vivemos hoje é parar de nos apegar a políticos e focar nas propostas, na disposição em cumprir o que prometeu, não fazer populismo ou praticar estelionato eleitoral; enfim governar de acordo com a necessidade da sociedade e expectativa do eleitor.

Ditado antigo: temos que discutir ideias, não pessoas. Só assim combateremos essa polarização sem sentido, outra das inovações fomentadas pelo PT em seu discurso "nós contra eles".

 

3. Existe sim urgência em separar e classificar os crimes cometidos pelos políticos, especialmente envolvendo o caixa 2. O caixa 2 pode significar apenas uma atividade ilícita (a prática dele em si) ou várias outras (somando propina, lavagem de dinheiro, chantagem empresarial, etc.).

Para não parecer leviano e dar a impressão que defendo algum corrupto de estimação (tal qual os petistas), vou citar o exemplo de um que EU NUNCA votaria: Roberto Freire.

Nunca votarei nele por discordar completamente de suas ideologias, mas está aí um homem que aprendi a admirar desde 1989, quando se apresentou como proposta marxista à presidência do país. Duvido que seu envolvimento nos esquemas seja do mesmo grau de seriedade da cúpula petista. Há de ser investigado mas, por ora, duvido.

 

4. Petistas, sempre ansiosos por manchar os outros com a sua própria hipocrisia, já começaram a dizer que todos são iguais ao Lula e sua horda. Negativo, meus amigos, negativo. A proporção do ataque petista ao estado não tem precedentes.

 

Apenas eles conseguiram institucionalizar a corrupção, transformando-a em método de grande escala. Apenas eles conseguiram fazer com que pessoas, aparentemente de bem, saíssem às ruas defendendo e reunindo dinheiro para livrar corruptos da justiça. Apenas eles são capazes de criminalizar os juízes que aplicam as leis, acordadas na sociedade, na tentativa de livrar a cara de seus representantes corruptos. Apenas eles usaram descaradamente o estado para atingir os seus propósitos. Junto com toda a roubalheira, só de passagem eles ainda destruíram a nossa economia, sucatearam a Petrobrás e levaram 13 milhões de trabalhadores ao desemprego. E ainda há quem os defenda.


É fundamental que os políticos, assim como qualquer outro cidadão que cometa um crime, seja julgado e condenado (se assim for) pela soma, conjunto, ou gravidade de seus crimes. É ingenuidade e estupidez negar as evidentes diferenças do envolvimento de cada um.


Para estes ansiosos petistas (sempre a espera de um milagre que os limpe da vergonha por terem defendido corruptos durante meses e anos) todas as provas, testemunhos, até mesmo as próprias falas de seu líder religioso, não são suficientes para condená-lo. Mas a simples menção de seus adversários em uma lista já é motivo para igualá-lo ao maior esquema corrupto que já operou no Brasil.

Reforço a oportunidade do momento. Precisamos focar em propostas, em políticas, em ideias debatidas à exaustão.


A política não tem que ser negada; os maus políticos sim.


Tudo que estamos vivendo, e ainda iremos viver, só pode gerar um benefício: deixarmos de acreditar em líderes capazes de resolver tudo. O melhor líder é aquele que se adapta às necessidades do momento. É aquele quem tem coragem para executar, de forma transparente, o que precisa ser executado. E muitas vezes, essa necessidade irá criar um passivo eleitoral, como é o caso da reforma da previdência.

 

* Maurício Palma Nogueira, (BIG-BEN, F97) Engenheiro agrônomo, coordenador do Rally da Pecuária e sócio da Agroconsult, Harlista e Ex Morador da República Jacarépaguá. 

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